19/09/2009

Eu vou

Obrigado Marta

O refresh dos Links aqui ao lado está do melhor! Grandes Blogues que nos apresentas, sim senhora!!!

14/09/2009

Já só faltam 11 dias para o "2666"

«2666 foi concebido como uma câmara de ressonância da angústia humana.»The New York Times Book Review

Bom dia com frYars - The Ides

Mais uma música que o sobrecamara me apresentou.

13/09/2009

Nem bom vento nem bom casamento

"Não gosto dos espanhóis misturados com os portugueses. Não gosto dos espanhóis metidos na política portuguesa. Eu não tenciono resolver os problemas de Portugal em função dos interesses espanhóis." Manuela Ferreira Leite.
Cada vez mais me sinto mais alheada e cínica perante estes debates entre os lideres partidários, quando não dou por mim a dormir profundamente, pasmada à frente do ecrã, mas tenho que confessar que gostei de ouvir esta parte, preto no branco, sem concessões, sem meias palavras.

A fortuna de Matilda Turpin

"Porque logo desde o princípio, desde os primeiros momentos do mútuo apego físico, decidiram adoptar a ideia rilkiana de que o casamento consiste em duas solidões que se respeitam e reverenciam mutuamente. (...) Implícita pois, nesta noção de solidão em companhia, esteve sempre a ideia do possível desenvolvimento independente de cada um deles. (...) E de facto a questão foi que ao fim de quinze anos, talvez um pouco menos, se tinham transformado nessa figura paradoxal, growing closer and closer apart. E aconteceu que, sendo, como sempre tinham sido, inteligentes e autoconscientes, quando a bifurcação dos dois projectos de cada uma das solidões se tornou real, já não havia nada a fazer, nada a a acrescentar, já estava tudo dito. Então por absurdo que pareça não falaram do assunto." Álvaro Pombo, Ed. D. Quixote.
Muito interessante este romance que ainda ando a descobrir, o emocionante desmontar de uma complexa estrutura familiar, que gira obsessivamente em torno da figura da mãe, personagem apaixonante e original, repentinamente ausente levada por uma doença súbita, mas que assombra todos, com a sua presença ora invocada ora indesejada, mas sempre omnipresente. A morte provocando o desmoronar das relações familiares, a revelação dos segredos, o final confronto com a verdade, o vazio dos afectos, os ressentimentos, os retratos escondidos de Dorian Gray. A ler, sem dúvida.
Agora que cheguei ao fim, acrescento, foi uma leitura bastante divertida, com algumas reflexões muito interessantes, embora às vezes a profusão de referências literárias e filosóficas tornem o discurso um pouco frustrante e hermético, para quem como eu tem uma muito vaga ideia do romantismo alemão, do existencialismo francês do niilismo...etc, mas compensa claramente o esforço. O lado divertido é que, inesperadamente, sem nos apercebermos como, o livro revela-se um thriller psicológico sinistro e não paramos enquanto não chegamos ao fim, em estado de choque. De 0 a 10, dou-lhe 7.

Bom dia

Silver Jews "I'm Getting Back Into Getting Back Into You"

10/09/2009

Post Secret

Ainda a propósito de uma conversa recente, onde se revelaram alguns segredos. Hoje apresentaram-me um blog onde se revelam segredos há muito escondidos em forma de postal. Partilho convosco alguns, mas não os meus ...

(retirado daqui)

05/09/2009

Villa near Lisbon, Portugal by FRA G MENT OS

Villa near Lisbon, Portugal by FRA G MENT OS Posted using ShareThis Oh Teresinha, não sejas modesta, PARABÉNS!

A propósito de uma conversa recente...

Em que eu ligeira e estúpidamente, confessava alguma inveja do estatuto dos pais divorciados ou separados, no que toca à partilha de tempo e responsabilidades dos filhos, li agora mesmo um post muito, muito interessante e quiçá esclarecedor sobre o outro lado da moeda...puta de merda. É verdade, por um lado deve ser mesmo uma m... ter que obrigatoriamente deixá-los ir passar o fim-de-semana com o pai e sabe-se lá com mais quem, ter que os deixar sair debaixo das nossas asas protectoras, para os quinze dias de férias em que só se deve poder comunicar por telefone e a horas combinadas, ter que abdicar do controle absoluto, deixar de ouvir todos os risos e deixar de ter o exclusivo dos olhares e dos mimos, e do deitar e dos sorrisos bêbados de sono e das mãozinhas dadas ao adormecer e tudo o resto que não tem tamanho nem descrição e que é maravilhoso e único. Mas, recuperar algum espaço e tempo para nós, sem as constantes interferências e solicitações para tudo e mais alguma coisa, o sossego de não termos alguém completamente dependente, por quem temos que olhar de minuto a minuto, que nos absorve completamente, a quem só se consegue escapar na hora da sesta ou esmolando às avós o excelso favor de tomar conta dos meninos, ou pagando a baby sitters nas quais não se confia completamente, e que na hora da saída nos deixam um apertozinho no coração, e se... Não sei, dou por mim a olhar para a vida dos outros ( das outras, no caso) e não consigo deixar de invejar um pouco a LIBERDADE de quem pode atirar estes pequenos ditadores para os braços dos papás por um fim de semana que seja, fechar a porta e não ficar com réstia de culpa quando faz qualquer coisa tão extraordinária como ir à praia às horas que nos apetece, adormecer ao sol deitada na areia, ler um livro do princípio ao fim, levantar-se às tantas, e outras actividades ousadas e improváveis quando se é mãe de crianças pequenas.

04/09/2009

Foi há 10 anos

Espero conseguir encontrar Frésias ainda hoje, de regresso a casa. Apetece-me enchê-la deste cheiro fresquinho... é uma das formas mais puras de me ajudar a recordar aquele que foi, até agora, o dia mais feliz da minha vida!

03/09/2009

Algo está podre no reino....

A notícia do cancelamento do Jornal Nacional de sexta na TVI, que marcava amanhã o regresso de Manuela Moura Guedes, é um sinal do que se passa nos bastidores da baixa política neste país, não no reino da Dinamarca, claro. Mais um sinal da crise em que nos afundamos, será o tal pântano? A Manela (apesar de tudo) e o Vasco vão deixar-me muitas saudades.

31/08/2009

Vadiar com Larry e Somerset

Se há autor que sempre me acompanhou e a quem sempre regresso com um prazer redobrado, é Somerset Maugham. Em o Fio da Navalha, o carácter de Larry Darrell com a sua vida aventurosa dedicada na inquieta demanda interior de Deus ou da razão, sempre me fascinaram até à obsessão. Desde o início do romance que Larry apresenta simplesmente o seu destino de vida chocando tudo e todos, vadiar pelo mundo na busca de uma verdade que ele não sabe como, nem onde descobrir. Esta demanda alimentou na minha adolescência um ideal romântico de vida, quem poderia não se apaixonar pelo espírito livre, por aquele desprendimento no que toca às coisas terrenas, pelo ascetismo e espiritualidade, pela disponibilidade e abertura para aqueles que cruzassem o seu caminho, impossivel não nos rendermos. Diálogo entre Somerset himself e Larry quando jovem.
-Que procura? Hesitou durante alguns segundos. -Aí está. Ainda não sei ao certo. (...) -Bom, sabe que, quando uma pessoa não consegue fazer nada, faz-se escritor- disse eu rindo. -Não tenho talento. -Mas, então, que pretende fazer? Dirigiu-me um dos seus sorrisos radiosos, fascinantes. -Vadiar - respondeu.
"The man I am writing about is not famous. It may be that he never will be. It may be that when his life at last comes to an end he will leave no more trace of his sojourn on earth than a stone thrown into a river leaves on the surface of the water. But it may be that the way of life that he has chosen for himself and the peculiar strength and sweetness of his character may have an ever-growing influence over his fellow men so that, long after his death perhaps, it may be realized that there lived in this age a very remarkable creature."

W. Somerset Maugham, THE RAZOR'S EDGE

30/08/2009

E. Hemingway

Encantada, com o seu romântico "O adeus às armas"!

28/08/2009

Sacanas sem Lei

Depois de Kill Bill, Pulp Fiction e Cães Danados, sei perfeitamente qual vai ser o 1º filme com que vou estrear a rentreé. Já tenho saudade de um Tarantino e sei que este vai ser um tiro certeiro!

26/08/2009

W. Somerset Maugham, sempre!

"Porque eu tenho a deplorável faculdade de ver os meus próprios absurdos e descubro em mim uma infinidade de coisas que me fazem rir, inclinando-me a pensar que será essa a razão de eu ver as pessoas - se é verdade o que amiúde leio e ouço dizer a meu respeito - sob uma luz menos lisonjeira que muitos autores a quem falta essa malfadada idiossincrasia."
in Prefácio de "Destino de um Homem"

21/08/2009

Sinal inequívoco da Crise, o Hamburguer

"Como-os sem receio e com algum prazer, confesso." Maria de Lourdes Modesto, a diva da gastronomia tradicional portuguesa. E na versão mais inesperada: a dos irmãos McDonald's. em i online
Os deuses devem estar loucos, porque nós, simples mortais, claro que podemos ser viciados em hamburgueres, é geracional, não temos responsabilidade nem culpa, mas a nossa Maria de Lourdes Modesto? Referência maior da cozinha das nossas mães e avós lado a lado com o Pantagruel. Depois de um livro de cozinha vegetariana, só faltava mesmo a confissão do vicío, o hamburguer! Agora sim, o país afundou-se definitivamente na Crise.

19/08/2009

De manhã o jardim é meu

Meu, meu e só meu! Numa manhã luminosa como esta, a luz faz resplandecer o rio como um espelho e eu esqueço-me dos pensamentos negros sobre o indizível que é estar em Agosto em Lisboa quando toda a gente está para fora a banhos. Crise? A cidade está abandonada aos estrangeiros e aos velhos. Velhos e velhas, e cães, e eu e o meu bebé. Aqui, encostada a um banco de madeira, com ele pendurado e entretido a seguir o vôo dos passarinhos ou o estremecer das folhas com a brisa de Verão, olho para a frente e vejo o mar da palha sem fim, olho para o lado e lá está a cúpula gigante de pedra branca, panteão dos grandes e artistas, mais atrás uma mole imensa, imponente e dominadora a lembrar os Filipes, está S.Vicente de traça maneirista, também panteão mas real, lá para trás o mercado de Sta. Clara, duvidosamente renovado e tristemente vazio, uma frente de casas apalaçadas e prédios antigos completam o ramalhete. O jardim é meu e foi arranjado a pensar em mim e nesta nova vida em que me encontro e nos primeiros passos que se avizinham e no triciclo e na primeira bicicleta que se seguirão. Claro que o partilho com dois ou três velhos, alguns estranjas e camones extasiados que caíram do céu aqui e não sabem como cá vieram parar, mas excepção feita às terças e Sábados em que a zona é invadida pela Feira da Ladra, apodero-me dele todas as manhãs com um sentimento de feliz proprietária e dou-me ao luxo de acreditar que é verdade, que as manhãs de Agosto no jardim me pertencem, pelo menos enquanto este belo segredo assim se mantiver.

16/08/2009

Poderá o skype acabar?

Por favor, nãaaaaaaaao! Ver a triste notícia aqui.

05/08/2009

Sobre o estado de Felicidade

Vale a pena ler este post escrito por Sofia Vieira! http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/199158.html