04/08/2008

Uma imagem refrescante

para aliviar os mais encalorados que estão a trabalhar, como eu, num dia em que os termómetros ameaçam chegar aos 39º!

03/08/2008

Rotinas

Hoje voltámos aqui.

Palavras,

há quem diga que a voar são levadas pelo vento. Deve ser por isso que desde sempre, preferi os actos às palavras. O acto leva ao facto, é o real. Não acho que as palavras tenham o poder que outros dizem que têm. Refiro-me obviamente à palavra falada, dita agora e que pode voar amanhã (e não me estou a referir ao compromisso), consoante o carácter transitório ou não que levou alguém a dizê-la. A palavra escrita já não é assim. Porque não pode voar, fica presa! Podemos ler e reler, elaborar, interpretá-la de formas diferentes ao longo do tempo, mas como não a podemos deixar fugir fica cravada em nós como no papel, encerrando em si um poder infinito!

23/07/2008

Saudades

Nunca mais fica de noite, para poder olhar para o céu e imaginar a festa hoje, lá longe, nas estrelas.

Nunca conheci ninguém que gostasse tanto de comemorar o seu aniversário, como o Ricky!

21/07/2008

E a prole a aumentar,

a dos Patrões desta Loja. O Grande Eduardo já nasceu e Hoje é Dia de Festa!!!

14/07/2008

Funny Games - Jogos Perigosos

Somos tragados desde o primeiro instante pela acção que revela logo um nível quase insuportável de violência, explicitado de forma magnífica na banda sonora que alterna em nos provocar estados opostos consoante o desenrolar da acção, canto liríco ou trash metal.
Canto liríco para as vitimas, trash metal para os psicopatas.
O realizador conduz-nos não a um estado de sobressalto mas a um sentimento ambíguo de culpa e de voyeurismo, em que somos envolvidos pelos agressores psicopatas como o objecto final para o qual eles preparam minuciosamente o quadro do horror, temos que agradar ao público? E olham-nos directamente nos olhos, sorrindo com cumplicidade. É aqui que o filme faz a diferença, questiona-nos como espectadores ou como consumidores do espectáculo da violência.
É um remake de um filme do mesmo autor mas em espaço fisíco diverso. Não vi o de 1997, infelizmente. Passamos da Áustria para a América, apesar do tema ser universal, parece-me que o requinte de malvadez dos personagens é muito europeu, para mal dos nossos pecados.... Em muito pouco ou nada se assemelham com Hannibal ou com as figuras retratadas pelos irmãos Cohen, esses francamente autócnes. É inquietante e perturbador, porque retrata a violência na sua forma mais perversa e incompreensível, não há mais nenhum motivo palpável do que o comprazimento dos carrascos na humilhação das vítimas, e na sua tortura, tudo é leve e divertido no sofrimento alheio, tudo é um jogo infantil, o jogo do gato e do rato, o jogo do saco e do rato, o da esposa dedicada, até deixar de apetecer para ter início outro, com novas vítimas. Muito interessante, a ver, para quem suporta o género.

11/07/2008

Lindo, de comer e desejar sempre mais

Já tinha saudades da Maghy, do Rê e do Sushi que invariavelmente aparece com eles!

09/07/2008

O livro dos grandes opostos filosóficos

"Desde tenra idade, descobrimos que as ideias se opõem e se compreendem graças a essa oposição…pois essas oposições universais são as que estruturam o nosso espírito, que lhe permitem reflectir"
Adorei ter descoberto este livro, partilhá-lo com o meu filho Francisco e assistir ao seu progressivo e entusiasmado interesse. As ilustrações que acompanham o texto são absolutamente fascinantes e ajudam à interpretação das ideias, que são complexas, mas que numa linguagem acessível, abrem espaço a outras reflexões, dúvidas e interrogações.
Fica este exemplo: "Esperar é ser ACTIVO ou PASSIVO?"
Um desafio para adultos e crianças!
"Um livro para contemplar, um livro para pensar, um livro único..."
editora: edicare

08/07/2008

I'm From Barcelona - We're From Barcelona

uma música divertida para as minhas amigas queridas: Cinderela e Tere. Eu não consigo deixar de me por a abanar a cabeça cada vez que a oiço! Espero com isto contagiar-vos com esta onda de boa disposição...

Leituras

O caos instalado em minha casa e a impossibillidade de descobrir o livro que estava a a ler fez com que pegasse novamente num daqueles livros pequeninos da colecção Livros RTP. Desta vez comecei pelo primeiro, Maria Moisés de Camilo Castelo Branco que faz parte de"As Novelas do Minho" ( 1857-1877).

Não posso deixar de partilhar convosco esta passagem genial , que li e reli umas dez vezes com crescente emoção:

" A estupidez é mais valente que a morte. Se falta a luz que adelgaça e rompe a treva do homem bárbaro, à mistura com a velhacaria que a civilização lhe tem dado , o cérebro e o coração são empadas de massa inerte, umas substâncias granulosas ou fibrosas contidas em sacos membranosos. Não há nada de mais bestial que o homem sem alma que se faz na educação. A mulher já não é assim. A maternidade é uma ilustração que lhe dá a intuitiva inteligência do amor e das grandes tristezas. Essas, em toda a parte, a chorar, são mulheres; e, ainda na derradeira curva que atasca em lama a espiral da degradação, é-lhes concedido remirem-se pelas lágrimas."

06/07/2008

Sándor Marai o escritor húngaro

Li neste fim de semana o segundo livro traduzido e publicado em Portugal por este (inexplicavelmente) desconhecido autor, Sándor Marai," A herança de Eszter". Para dizer a verdade, foi o que me pareceu menos interessante de todos. O primeiro contacto com " As velas ardem até ao fim" foi para mim o encantamento imediato. Uma profundidade de análise que nos atinge directamente na alma, o vislumbre de um mundo requintado em que os valores da alta burguesia se confrontam com o seu fim. Uma sociedade que tal como em o "Leopardo" desaba com a destruição desses valores e se extingue irreversivelmente, tragada pelos nouveau riches, pelos arrivées, pelo apelo imediato do prazer e da saciedade dos instintos. Um tempo em que a longa espera não altera os sentimentos, em que o destino e a fatalidade une e separa os personagens. Mulheres que esperam, mulheres que manipulam, paixões fatais, amizades profundas, amores idealizados, "o mundo é um teatro". Em " A mulher certa", pressente-se o reflexo autobiográfico, a construção tripartida do romance envolve-nos numa visão, primeiro fragmentada, e finalmente holística da história. Foi para mim uma descoberta que provocou o sentimento reconfortante de um reencontro, de um mundo que todos, de alguma forma, conhecemos num tempo mais longínquo e nostálgico.
"O tempo passava e a vida tornava-se cada vez mais opaca em redor de mim. Os livros acumulam-se, adensam-se. E cada livro continha uma pitada da verdade e cada recordação insinuava que é vão conhecer a verdadeira natureza das relações humanas, porque nenhum conhecimento torna uma pessoa mais sábia."
Aconselho, sem reserva, "As velas ardem até ao fim".

04/07/2008

Comemorações dos 10 anos da Ordem dos Arquitectos

O programa inicia-se com uma sessão solene no salão nobre do Instituto Superior Técnico, presidida pelo Prof. Dr. Carlos Matos Ferreira, Presidente do IST e o Arq. João Belo Rodeia, Presidente da OA . O quê? Alguém mais vê qualquer coisa de profundamente insólito nestas comemorações? Salão Nobre do Instituto Superior Técnico? Presidente do I.S.T. a presidir às comemorações dos 10 anos da O.A.? Não haverá qualquer outro salão nobre que dignifique esta data, e não seja no Técnico? Ou talvez o presidente da Ordem dos Engenheiros não estivesse disponível nesta data para partilhar também a presidência, ou alguém imagina o inverso? Presidente da Faculdade de Arquitectura de Lisboa da U.Técnica de Lisboa preside à sessão comemorativa das celebrações dos (...)enta anos da Ordem dos Engenheiros... Haja paciência, decência e respeito pelas tradições! Vão talvez firmar as posições relativamente à mudança do73/73...engenheiros e arquitectos.

28/06/2008

A Linha do Tua

Estas nossas férias anuais no Norte tiveram o seu ponto alto neste passeio que fizemos, pela primeira vez, na linha-férrea do Tua. É uma das linhas mais antigas do país, que serpenteia a encosta irregular do rio, enquanto nos desvenda as escarpas duras de pedregulhos e sobreiros, nos assusta quando parece quase rasar um precipício ou nos deixa curiosos para saber o que vamos encontrar do outro lado do túnel. Não é um percurso de exploração turística. Tivemos no entanto imensa sorte em viajar com um “cobrador” que nos ia dando pistas sobre o que íamos encontrar a seguir – “agora vai aparecer uma rocha enorme que parece um lagarto, com olho e tudo” ou “ É aqui que se pretende construir a barragem do Tua”. Este senhor, de uma simpatia assinalável interrompia sempre o papel de guia para, cada vez que chegávamos a uma estação ajudar os passageiros - quase só idosos e “da terra”- bem como a respectiva bagagem, a descer e a subir do comboio.

Não sei se vai durar muito mais tempo esta linha que, infelizmente já começou a dar mostra da sua fragilidade. E é por isso que deixo ficar a dica. Se forem de férias para o Douro ou Trás-os-Montes não deixem de fazer este passeio. É muito bonito mas poderá estar em vias de extinção!

27/06/2008

Baixa Natalidade em Portugal

8h15m da manhã, Serviço de Atendimento para Grávidas de Risco do Hospital de Stª Maria em Lisboa....Uma fila descomunal de (Pré) Mamãs em pé à espera de poder chegar ao balcão para fazer a marcação de consulta, que é feita na hora e por ordem de chegada. Excusado será dizer que o atendimento prioritário está excluído...custa muito utilizar senhas de chamada? É muito sofisticado? Ou é mesmo para testar a resistência das grávidas, para poder verificar se o risco é efectivo, ou é só para armar? Ou talvez para demover a utilização do serviço público? Uma sala de espera sem ar condicionado, sem ventilação natural, um ar irrespirável, e quando se consegue atingir o balcão são mais 4 horitas de espera até à consulta, fantástico!
Digamos que vale a pena sofrer, porque os médicos, enfermeiras e pessoal técnico são fantásticos, os nossos gestores hospitalares é que não me parecem muito brilhantes....Qualquer merceeiro ou talho de bairro, utiliza senhas de atendimento para evitar que os clientes sofram em pé à espera.

22/06/2008

Serões que não se esquecem

O da passada sexta-feira, na fantástica casa nova do Pedro e da Ana!

O fim de festa a prolongar-se pela noite dentro, ao som da viola e das vozes várias, umas timidas, outras roucas, outras firmes e muito envolventes.
Aconchegados pelas mantas e inspirados pela Lua, poderiamos ter ficado assim, eternamente...
Há muito tempo que não saboreava uma noite, assim!

fintas de domingo

Sem saber muito bem como fintei o transito e consegui chegar e sair da praia - o tempo todo "à pinha", praia e respectivo estacionamento - sem filas, sempre a andar, um descanso!

Há dias de sorte!

20/06/2008

Ciclo de cinema Italiano à BORLA

Lá para as Avenidas Novas à Avenida de Berna, temos a passar no telão, Visconti, Antonioni, Fellini...etc. A ver e rever, sempre. www.nucleodeprogramacaocinematografica.blogspot.com

18/06/2008

"Quem és tu de novo?"

Dou por mim de vez em quanto a vasculhar a herança discográfica que o Ricardo nos deixou. Vou pegando nos CDs e levando para o carro ou para o atelier, os que conheço bem e os que não me lembro sequer de alguma vez ter ouvido tocar. Foi o caso de hoje com um disco de 2001 de Jorge Palma "É Proibido Fumar". E confirmei que mais do que gostar de o ouvir (e gosto muito!), Gosto mesmo é de o lêr:

"quando a janela se fecha
e se transforma num ovo
ou se desfaz em estilhaços
de céu azul e magenta
e o meu olhar tem razões
que o coração não frequenta
por favor, diz-me quem és tu de novo?
(...)
quando o tecto se escancara
e se confunde com a lua
a apontar-me o caminho
melhor do que qualquer estrela,
ninguém me faz duvidar
que foste sempre a mais bela
por favor, diz-me que és alguém de novo"

16/06/2008

Nos passos de Magalhães

De mochila às costas, pelos caminhos mais improváveis, Gonçalo Cadilhe apresenta-nos um interessante e divertidíssimo programa ao Sábado à noite na RTP2, em horário nobre, olé!. Entre o documentário e a ficção, entre a grande história e as pequenas estórias, sempre suportado pelas intervenções por vezes sábias, outras vezes completamente lunáticas, de historiadores do cimo da cátedra ou curiosos e apaixonados, a viagem faz-se pela História, lendas e mitos da fabulosa vida de Fernão de Magalhães. Divertido, despretencioso, bem humorado, faz-nos sonhar com as viagens mais maravilhosas atrás de um mundo perdido, da Costa do Malabar, da ilha de Moçambique à Patagónia. O que é que andamos por aqui a fazer neste mundinho urbano depressivo quando o paraíso está ali à nossa beira? Já vai a meio, mas é totalmente imprescindível!

Night Watching de Greenway

Como pode um filme de Greenway passar despercebido?
A Ronda da Noite de Rembrandt constitui o eixo gerador do drama e assistimos deslumbrados ( como não?) ao apogeu e declínio de Rembrandt, da sua vida intíma com a mulher Saskia, e do enorme conjunto de mulheres, criadas, amas, que enchem a casa e a sua vida. A maior parte das cenas passam-se no espaço do atelier (palco), e à volta de uma cama/máquina imponente que centraliza a maior parte da acção. Amor, nascimento e morte, intriga, sexo e traição, a vida desenrola-se na tela moldada pelo claro-escuro do pintor em cenas cruas de uma beleza pictórica intensa. O actor principal Morgan Freeman surpreende, para quem o identifica com a Brit Com, a música minimalista de câmara transporta-nos para o séc. XVII, perfeito na composição dos cenários, nas naturezas mortas, nas jóias, no drapeado dos tecidos, nas golas armadas, ....palavras para quê? é Peter Greenway.
O filme vem classificado para maiores de doze anos, o que me parece desadequado. É, sem dúvida alguma, um filme para adultos.