19/03/2008

Arranjar tempo para...

Parabéns Hot Clube!

Sessenta anos! Saudades de ir àquela cave nebulosa de fumo, muito underground, muito cool, sempre com música a acontecer, lá para a Praça da Alegria. Oh tempo, volta para trás!
Hoje às 22:00 Big Band do Hot Clube de Portugal com Mário Laginha e Maria João Concerto comemorativo dos 60 anos do HCPCinema S. Jorge Lisboa

17/03/2008

Minimaratona na Ponte

É uma sensação inesquecível atravessar a Ponte Sobre o Tejo no meio de uma multidão em delírio! Fui a primeira vez o ano passado e pergunto-me como é que deixei passar tantos anos ( esta foi a 18ª Travessia da Ponte) a oportunidade de ver Lisboa e o Tejo num dos seus ângulos mais bonitos, para além da festa, claro! Apanha-se o comboio até à estação do Pragal, mais uma novidade para mim, nunca tinha atravessado a ponte de comboio e é o primeiro deslumbramento.Os nativos da margem sul tem um comboio muito confortável que em escassos minutos nos passam de um lado para outro, entretidos com uma vista deslumbrante, nem tudo piorou nesta cidade! Quando chegamos à estação, temos uma recepção musical que se faz anunciar antes de a vermos e que nos reforça a alegria do momento, uma banda fardada a rigor, com velhos e novos, gordos e magros, moços e moças, tudo a tocar muito aprumado uma modinha do baú que sabemos de cor e não nos lembramos do nome, é a Festa em pleno! E lá vamos nós no meio do povão, tudo a rir muito bem disposto, desportistas convictos, de fim de semana, amadores, mães e pais com criancinhas, bicicletas, patins tudo a posar para o melhor ângulo. Quando entramos no tabuleiro da ponte começa a verdadeira emoção, como é uma ponte pênsil, oscila permanentemente, e há quem enjoe, quem se sinta como com uma ressaca, com as pernas bambas, quem jure que nunca mais, quem ache divertido e siga viagem que é mesmo o melhor a fazer. E a multidão imensa e cheia de cor, porque há grupos que se identificam com camisolas de cores variadas com mensagens e balões, segue em mancha deslizante até Belém onde nos aguarda uma outra recepção com comes e bebes e muita relva para descansar!
Para o ano lá estarei, outra vez.

15/03/2008

A Sic revela a face pessoal do Chefe da Oposição

Em contraste absoluto com o anterior, o nosso chefe da oposição revela-nos a outra face em graça plena. Os filhos extremosos, a equipa de futebol junior da qual é treinador amador com tiques pro, a namorada gira e simpática que o caracteriza de "meiguinho", "não é convencido mas é peneirento", os pais encantadores, o povo da rua em intimidades com beijinhos e a apertar as mãos e as bochechas em tom de mimo, o almoço semanal em família alargada, num daqueles restaurantes populares do Norte que nos fazem crescer água na boca, com azulejos pirosos e a fotografia dos fundadores tirada por fotógrafo de aldeia e emoldurada ao lado da do Sr. Doutor, enfim um encanto. Um lado genuíno que nos provoca uma enorme empatia, com memórias de um Portugal simples e um tanto provinciano do qual todos temos uma certa saudade. Mas o que nós precisamos mesmo, é que o líder da oposição nos revele a outra face, aquela que ainda não vimos, aquela que em sede própria nos demonstre que o nosso Primeiro não está a governar sózinho e a rir-se dos disparates e das insuficiências da bancada da Oposição.

14/03/2008

A Sic revela a face pessoal do nosso Primeiro

Porque será que por mais que se esforce o nosso Primeiro, não consegue passar uma imagem de naturalidade? Porque é que será que por muitos bons dias na rua e por mais apertos de mão que dê aos homens do café, eu fico sempre com uma imagem teatral, estudada ao mais infímo pormenor. Uma pose controlada ao segundo, uma expressão facial ensaiada, um discurso milimétricamente encomendado, analisado, construído para provocar este ou aquele sentimento. Marketing Politico em estado puro. Penso que só teria a ganhar se nos dispensasse destes teatros e destes palcos pseudo intímos, fica muito melhor no parlamento a esmagar os ataques da oposição, aí com evidente naturalidade e até muita graça .

07/03/2008

Parabéns!

Finalmente, o Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores, vai ter instalações dignas da actividade que aí se desenvolve.
Foi hoje dado o início oficial da sua construção. O antigo Hospital da cidade da Horta, no Faial irá dar lugar a um dos mais importantes centros de investigação científica do nosso País. São cerca de 4.200,00m2 de construção e o Projecto conta com a assinatura do Fragmentos.
Para vêr o projecto, clicar no Link e já no site optar por Concursos ou Equipamentos e Serviços, e por fim Universidade dos Açores.

05/03/2008

Este país não é para velhos

Desde Fargo que sigo atentamente os irmãos Coen. Fui ontem ver o premiado No Country for Old Men, e fiquei mais uma vez impressionada. Pareceu-me uma espécie de actualização de Fargo, com menos humor, mais duro, mais cruel, mais negro, mas o fio condutor é o mesmo, o móbil do crime, (a nota verde, claro!), e o dominio do patológico, do nascido para matar, da inversão dos valores sociais.
De uma sociedade em mutação, cada vez mais perigosa, uma psicose social em que não há lugar para os velhos, e ali somos todos velhos!, o mundo está cada vez mais dominado por loucos e psicóticos ao serviço de não se sabe que valores, ou de que objectivos. Uma cultura de morte e destruição em que nem o refúgio da intimidade resiste à invasão do pesadelo. Javier Bardem compõe um assassino psicótico, doido varrido notável, Tommy Lee Jones convence-nos na sua desolada lucidez. Uma das cenas que mais me impressionou, foi a perseguição pelo cão no rio. É um mastim? Salto imediato para o imaginário de Cães Pretos de McEwan...
A não perder, sem dúvida.

03/03/2008

Materna Doçura

Ninguém sai ileso de um grande amor. Ou da falta dele. Esta é uma história de fronteiras. E de reencontros. Os homens têm coração de mulher. Deixam-se amar em silêncio. As mulheres têm força de homens. São elas que mais fazem avançar a acção. A materna doçura não precisa de cédula nem de parto. A grande mãe preta e o irredimivel solteirão amam os filhos que não tiveram. Este romance faz-se com um infinito "M" de mãe. Numa escrita viciante e cheia de surpresas, a língua portuguesa funciona como chave de "reconhecimento" entre personagens supostamente estranhas. Ninguém diga que conhece a última geração de ficcionistas portugueses se não tiver lido e relido este livro.
Publicado pela Oficina do Livro, Materna Doçura foi a minha primeira leitura de 2008, e Possidónio Cachapa a minha descoberta. Um início de ano "literário" em cheio! Recomendo vivamente!!!

02/03/2008

Temos Ministra da Educação

Quero expressar aqui o meu apoio e contentamento, por sentir que finalmente temos uma ministra da Educação, que desassombradamente está a prestar um serviço às escolas, aos pais, aos professores, à comunidade educativa em geral. Não é compreensivel este horror às avaliações, demonstrado em bloco pelos professores, cuja função para além de ensinar, é também a de avaliar. O que a minha experiência me demonstrou, foi que a sorte dita o destino nas escolas públicas, que é quase impossivel fazer frente a professores que se "baldam" no cumprimento dos seus mais elementares deveres, que os professores funcionam muito bem corporativamente, e que se protegem sempre, mesmo quando são absolutamente evidentes as falhas, muitas vezes desastrosas, dos seus colegas. Que as críticas colocadas em sede própria, nas reuniões de direcção de turma, provocam defesas acirradas como se fossem ofensas pessoais, olhares de lado, provocando alguma insegurança nos pais, se não terão direito a revanches, quando o interesse deveria ser comum e prioritariamente o do aluno. Não consigo compreender que alguém defenda que os professores que fazem a diferença, pelo seu empenho e dedicação no ensino das nossas crianças sejam iguais áqueles que se limitam a cumprir os minímos (ou nem isso), áqueles que são realmente danosos, porque por acção ou omissão, não cumprem a maravilhosa função que lhes é destinada e para a qual todos contribuimos, a Educação das novas gerações, no caso a dos nossos filhos.

01/03/2008

Calor de Inverno

Que importa não haver bandeira nem banheiro, se temos calor, sol e mar a brilhar e tanta areia para brincar!
Assim, hoje, dia 1 de Março e mesmo sem sequer esperar pela primavera demos inicio à nossa época balnear.
São os melhores dias de praia, estes ensolarados dias no fim do inverno que nos permitem recarregar baterias enquanto o calor a sério não chega.
São dias compridos porque não se perde tempo no transito, os espaços vazios ganham outra dimensão e parecem crescer tanto quanto o próprio tempo.
Tempo aproveitado para arejar...

28/02/2008

Coincidências

E ainda há quem diga que não as há! Encontrei hoje um amigo, que não via há muito tempo, na mesma ruela onde um dia, há muito, muito tempo nos “encontrámos” pela primeira vez! Curiosamente, eu estava com um amigo, que de todos os meus amigos, foi o único que nesse mesmo ano também o conheceu! Já lá vão 23 anos!!! Muita coisa mudou em Ferragudo mas o cheiro particular da flora Algarvia misturado com a brisa da maresia que nos chega do rio Arade, continua a mesma.

23/02/2008

Impressing The Czar de William Forsythe

Posso dizer que a mim me impressionou. Um cenário e um guarda roupa muito bonito, os bailinarinos dançavam extraordinariamente. Enfim, gostei bastante!

21/02/2008

Vai um Puro?

19/02/2008

Uma Cuba Libre, por favor!

Cuba Libre, igual a 1/3 de rum com 2/3 de coca-cola, com muito gelo.
Imagino que a ideia subjacente a esta refrescante e deliciosa bebida precisa de sofrer umas actualizações....
Os cubanos mereciam mais do que a morte lenta de um regime execrável, como são todos os regimes ditatoriais, mereciam também partilhar das alegrias e tristezas duma sociedade globalizada e consumista, devem estar fartos de tanta simpatia por um dos últimos redutos da resistência aos terríveis males da sociedade aberta, capitalista, americanizada, massificada, livre, oh que horror! Tanta simpatia de uma esquerda, a tal do caviar, cada vez mais burguesa mais confortavel e menos fiel aos seus princípios, mas que continua a apreciar o folclore de um Fidel Castro e sua clique, em detrimento dos valores de uma sociedade LIVRE, LIVRE, livre. É bom ir em viagem de turismo a Cuba, aquele lado de Cuba que é permitido ver, e o outro lado? Para quando uma Cuba Libre?

16/02/2008

Mercadinho de Inverno

Neste inverno, para quebrar o gelo, no mercadinho vendem-se objectos interessantes e úteis para os dias frios em que não se pode sair de casa. Tudo a 1 Euro.
É no CCB na Praça do Império.
Amanhã 17 Fev: 11h-17h

13/02/2008

Finalmente temos Serão! Dexter!

Aos fanáticos ( como eu...) das boas séries televisivas. Finalmente há um bom motivo para ficarmos ansiosos com a chegada de quartas à noite, agarrados à TV, canal RTP2! Para quem seguiu os Sete Palmos de Terra, vamos reencontrar David Fischer, ou seja Michael C. Hall, o irmão gay, lembram-se? Temos então, um serial killer, bem mórbido e bem divertido para nos dar bons sonhos antes de irmos para a caminha!
O primeiro episódio, já ardeu, na semana passada.... sorry! http://www.youtube.com/watch?v=1UJz0O2NjOo

10/02/2008

Comparações...

McQueen e o Mack Super Camião, desta vez retratados pelo Francisco, quase dois meses depois do Tiago o ter feito. É engraçado comparar os dois desenhos, tendo em conta claro os três anos de diferença de idade. Quem o quiser fazer é só clicar aqui!
Nota do autor: a cruz preta em cima do carro da esquerda é porque o desenho estava mal e não dava para apagar.

Into the wild

Um filme belíssimo, a viagem que a certa altura da nossa vida todos sonhámos fazer, por outros motivos, com outras paisagens, bem sei, mas a inquietação e a procura de respostas no mundo desconhecido fora das redomas proteccionistas parentais, fazem parte de um ritual de passagem de libertação e descoberta pessoal, solitária. Mesmo na idade adulta, a quem não apetece, once in a while, mandar tudo à fava e caír no mundo? A literatura é o fio condutor deste jovem inquieto, e a força e integridade que dele emanam, o regresso à natureza como fonte de pacificação, no encontro das necessidades primárias, no absoluto despojamento, na aceitação do que nos é oferecido....bom, mais não digo. Os actores são magníficos e na sua maioria ilustres desconhecidos, salvo o meu top ten, o pai William Hurt e a mãe Marcia Gay Harden, a banda sonora é sublime, as paisagens nem vale a pena dizer nada, é o Alasca, o Grande Canyon....Não vou revelar nada, mas é absolutamente imperdível. Hapiness is only real when shared.

09/02/2008

A Casa do Amor

Houve quem nos tenha dito um dia: “- Isto não é uma casa mas antes uma Vista com casa.”

E tinha razão.
Mas apesar de pequenina tinha tecto, tinha chão, tinha paredes e um janelão!

05/02/2008

A Culpa

Por muito que nos justifiquemos, por muito inocentes que sejamos, somos sempre culpados, fica-nos sempre a culpa, culpa de não termos querido absolutamente, culpa de termos hesitado, culpa por sermos fracos, culpa por não nos entregarmos incondicionalmente, culpa por termos medo.
Deus o mandou, Deus o levou.
Mas, para além da mágoa e da perda, fica a culpa.

Um exemplo de auto-estima...

- Tiago (3anos), quem é o teu melhor amigo?

- Hum... hum... eu próprio!

03/02/2008

Yes We Can

Aparece um homem destes por geração.

Outros Carnavais

Sempre embirrei com o nosso Carnaval. Não sei muito bem porquê, mas desconfio que tenha a ver com a mesma razão porque nunca achei graça a Palhaços de Circo e outras estratégias usadas de propósito para surpreender e/ou procurar fazer-nos rir. Gosto no entanto de me divertir com ataques de riso incontroláveis e estes em mim são normalmente desencadeados por situações imprevistas. Não há nada como uma boa luta de almofadas para aliviar o stress e desanuviar maus humores. Já de pijama e prontos para ir para a cama voou subitamente uma almofada. A seguir outra e mais outra e as gargalhadas mais ou menos histéricas foram se soltando em avalanche! O difícil foi acalmar a seguir e tiveram direito a exigir “mimo e companhia” em dose esticada, mas valeu a pena!

01/02/2008

Regicídio ou o Povo de Brandos Costumes

A maçonaria demarca-se da “romagem discreta” que um grupo de cidadãos realiza amanhã às campas dos regicidas Manuel Buíça e Alfredo Costa, no Alto de S. João. Porquê? Rejeita as ligações ao seu grupo de mão armado que era a Carbonária? Estamos a falar de homens corajosos, bravos, que morreram em defesa de causas e valores em que acreditavam, e refiro-me a ambos os lados da barricada. Buíça e Costa foram talvez tão heróis como aqueles que assassinaram. O governo proíbe a participação do Exército de participar nas cerimónias que assinalam a efeméride. Qual é a influência directa nos orgãos de Estado da Maçonaria? Parece que é imensa. Dizem....
Porquê? Foi um episódio que marcou a sangue, ferro e fogo a história de Portugal do séc. XX.
Parece que os executantes terão eles próprios sido assassinados por companheiros de luta, para impossibilitar a investigação do crime. Crime político cirúrgico, crime "perfeito". A República por estranho que pareça,ainda não está pacificada, não se deveria assinalar este dia de forma clara, aberta, honrando a memória daqueles que morreram no cumprimento dos seus deveres de Estado, e dos outros que morreram por uma causa política, não deveriam as escolas e toda a sociedade, participar nesta lição da história?

29/01/2008

O sonho de Cassandra

Vale sempre a pena ir ver um filme de Woody Allen, é diversão garantida. Este último filme da trilogia de Londres faz ligação directa com o primeiro e sublime Match Point, em versão popular ( tenho que dizer que detestei o Scoop, tanto quanto gostei do Match Point). O casting é perfeito, sempre embirrei com Colin Farrel, mas ele encarna o mecânico de automóveis, jogador inveterado, simplório, amigo do seu amigo, leal, fraco e sujeito às tentações, com enorme realismo. Reparar nas suas mãos e unhas imundas! Ewan McGregor, que está no meu top de preferências desde "Pequenos crimes entre amigos" de Danny Boyle, figura sempre irónica e mordaz, aparece-nos como o tótó acabado, figura patética, mesquinha, ambiciosa, seduzido por uma bela profissional que sabe bem o que quer, nem giro, giríssimo ele está! São estas as personagens que seduzidas por um tio, personagem maléfica, nos arrastam num thriler diabólico onde tudo pode sempre acontecer, e a verdade é que tudo pode acontecer, somos surpreendidos até ao fim, com as coincidências, com a presença da sorte e do destino que no fim conduz a história a um desenlace moral, uma blague à Woody. Muito irónico, muito giro, a ver.

27/01/2008

25/01/2008

Georges Rousse ou o poder da Ilusão na Fotografia

Está na Biblioteca das Galveias uma exposição de um fotógrafo, arquitecto, artista plástico, muito interessante. Ao mais incauto parece tudo muito simples, puro trabalho das técnicas de photoshop ou equivalente. Mas um olhar mais atento revela um complexo trabalho plástico de pintura e instalações espaciais que culmina com a fotografia. Uma espécie de trompe d'oeil invertido. Um jogo labiríntico que nos intriga e surpreende a cada trabalho, digno de um filho de Escher. Até 3 de fevereiro. Para quem quiser saber mais, vale a pena ir espreitar www.georgesrousse.com

24/01/2008

Feira da Ladra Alternativa

É um bom pretexto para uma deslocação ao bairro histórico de Alfama, à descoberta dum espaço simultaneamente belo e decadente que é a Associação Cultural Magalhães de Lima instalada na nave da dessacralizada igreja do convento do Salvador. Uma feira engraçada, cujo maior interesse reside na revelação de um edifício setecentista notável, que para quem acha graça a curiosidades alfacinhas, é utilizado pelas Marchas de Alfama para os seus ensaios. Também vende jóias e pechisbeque muito divertido.
E viva as Marchas de Alfama!

21/01/2008

Expiação

Não li o livro tido por alguns como a obra prima de Ian McEwan. Amei o filme com paixão do princípio ao fim, ao ponto de me ser difícil sair daquele envolvimento. Mesmo quando acabou.
Pode parecer demasiado forte e se calhar é. Mas foi assim.
O ambiente, a música, a fotografia, os actores. A tragédia, as vidas condenadas por um erro infantil. E a história daquela paixão, a credibilidade dos actores (fiquei fâ do James McAvoy ) e aquela intensidade crescente que supera o afastamento físico forçado.
Sei que o livro é muito mais do que isto e vou lê-lo, consciente da influência que o filme e a visão do seu realizador vai ter na minha leitura. Mas vou ler!

20/01/2008

Cenários Urbanos - I

Parque Mayer
foto de Fernando Flora - 12/2007

19/01/2008

Viva a Francisca!

E finalmente chegou este tão esperado rebento. Esse Dia Santo foi ontem. O pai diz que é linda e eu acredito mas não vou esperar muito para a ir conhecer.

Até já ...

17/01/2008

WOW e as Vespas na Publicidade

Ontem na Avenida João XXI em Lisboa o trânsito parou para vê-las passar!

São lindas as Vespas!
Poderia haver um regime de excepção para as Vespas poderem dispensar os condutores do uso de capacete.
Com Vespas e de cabelos ao vento! Já agora a ouvir Paolo Conté! Perfeito!
Eu também quero uma Vespa só para mim, acho mesmo que é o transporte ideal para nos movermos em Lisboa. Pelo menos é o mais bonito, com mais estilo. A campanha do Banif está um bocado feia, não percebo o centauro que não consegue baixar os bracinhos por causa de tanto ginásio,e a cor do senhor dos Passos é mais adequada ao período pascal... Mas a escolha do suporte é perfeita.
Look Vespas é o novo suporte publicitário lançado no mercado pela WOW - Brand Impact.

16/01/2008

Hospital da Estefânia - Petição

O hospital D. Estefânia, fundado em 1877, sonho da rainha D. Estefânia, construído pelo Rei D. Pedro V e acabado pelo Rei D. Luís foi um hospital notável para a época em toda a Europa. Os jardins do Palácio da Bemposta ainda guardam os vestígios da grandeza de outros tempos, com espécies exóticas, gaiolas de pássaros, pavões, patos, galinhas da Indía, laguinhos e percursos sinuosos, tão ao século XIX. A minha história pessoal como Mãe, está indelevelmente ligada a esta instituição notável, a este hospital pediátrico no centro de Lisboa, ao qual sempre recorri em desespero de causa e onde sempre fui muito bem servida, com mais ou menos demora. Injecções de penicilina, fisioterapia durante meses para pôr no lugar braços partidos por quedas de cavalo, dores de cabeça na infância, outites (oh quantas!), amigdalites(nem falar!), febrões com direito a banhos tépidos, alergias, sei lá o rol habitual das crianças. Encontro grandes vantagens nesta especialização dedicada às crianças, levar uma criança para um hospital central generalista é sempre um encontro com a morte que se respira por todas as paredes e corredores. Faz parte da vida, eu sei, mas parece mais doce e mais protegido levar as nossas crianças em sofrimento para espaços que estão distantes do sofrimento dos adultos, para ao pé das outras crianças, porque há sempre risos, choros de bebés e corridas pelos corredores, porque há sempre uma disposição para sorrir, porque os médicos e enfermeiras são especializados no atendimento infantil, pode haver argumentos muito socialistas, muito economicistas, muito racionais para acabar com os hospitais pediátricos, mas quando as qualidades do existente são tão evidentes, há que reflectir sériamente sobre estes passos de gigante que se tornam quase sempre irreversíveis. http://www.petitiononline.com/hde2007

14/01/2008

Casa Kike

Adorava ter esta casa para os meus livros, retirada do Bibliotecário de Babel (um excelente blogue para amantes de literatura).
Vista exterior

Vista interior

13/01/2008

Fumar...ou não fumar?

Confesso que todo este sururu à volta da proibição de fumar em locais públicos me tem passado um bocadinho ao lado. Claro que é porque sou uma daquelas fumadoras intermitentes que fuma quando lhe apetece mas é capaz de nem pensar num cigarro, dias seguidos. Assim é fácil, admito, passar ao lado. Mas há uma altura que me apetece quase sempre fumar. A seguir ao jantar e principalmente se este for fora de casa. Reside aí a justificação para a meu alívio ao folhear a Time Out desta semana e reparar que o meu querido Aya estava no primeiro nome de uma lista de restaurantes em Lisboa onde ainda se pode fumar! É que nem os take away´s substituem o prazer que eu tenho em lá ir jantar, raramente é certo, e é bom saber que estou à vontade se me apetecer acender um cigarrinho!

Museus do Século XXI

Associado à Exposição na Culturgest, está em curso um ciclo de conversas. Decorrem às 5ªs feiras, às 18h 30m no Pequeno Auditório e a entrada é gratuita*.

A primeira teve lugar no passado dia 3 e contou com a presença da historiadora de arte Raquel Henriques da Silva, do curador João Pinharanda e o Ricardo Nicolau como moderador. Assisti à parte que me foi possível e soube-me muito bem voltar a ouvir falar assim de arquitectura, e não só. Tenciono voltar já no próximo dia 17.
Para mais informação deixo-vos o link http://www.culturgest.pt/actual/conversas_msxxi.html
17 de Janeiro - O museu visto por quem o desenha - Arquitectos Aires Mateus, Pedro Pacheco, Margarida Veiga (moderadora)
24 de Janeiro - Conceito arquitectónico e conceito expositivo. Harmonia ou conflito? - João Fernandes, Jean-François Chougnet, Delfim Sardo (moderador)
31 de Janeiro - O museu visto por quem o usa - Anísio Franco, Ana Gonçalves, Sara Barriga (moderadora)
*
levantamento da senha de acesso 30 minutos antes. (máximo 2 senhas por pessoa)

11/01/2008

Comunidade

Morreu Luís Pacheco. Era talvez, uma personagem entre o provocador, o marginal e o sociopata, que nos deixou páginas mordazes e ( pelo menos ) um texto lindíssimo, "Comunidade". Passaram a propósito da sua morte, um documentário na RTP2 verdadeiramente hilariante, com episódios imperdíveis contados entre gargalhadas pelo seu editor ( da & Etc.), por Mário Soares, e outros. O texto Comunidade é de uma beleza extrema, contrariando em tudo a ideia que eu estupidamente preconcebia de que a sua obra seria marginal e a sua escrita, uma escrita "abjecta". Nunca é tarde para fazer uma descoberta como esta, Comunidade.
"Vamos na jangada. Já estamos tão habituados que nem reparamos (é mesmo assim!). Antes de nascer o bebé, o Paulo Eduardo, era pior: havia sempre o receio por esse desconhecido, cuja cara não víamos, escondida como estava na barrica barriga da mãe, e não sabíamos quem era e como era e o que queria. Talvez um inimigo. Talvez um diferente de nós. Talvez um descontente. Um intruso. Ele só dava sinais (aliás incompreensíveis, para quem não tiver grande prática), através de umas palpitações, remexidelas, cambalhotas, pontapés no escuro ( longa noite primeira, o denso mar original), cabeçadas sob a pele de tambor esticada do odre materno. Mas apareceu e já estamos mais sossegados. Não é um estranho nem um inimigo. É um bebé, apenas um bebé. Um igual a tantos, ao que já fomos, e chora e borra e mija e mama como todos os bebés. Mama como quem está a puxar a vida do corpo da mãe, vida quente e docinha, tão fácil! tão gulosa!, para dentro dele. Caga e mija como quem ri do mundo, do muito que nele há para a gente rir, misérias e tristezas, aleluias e horas de prazer, que tudo vale o mesmo e tudo é o mesmo fumo e tem o mesmo fim. Chora como quem já sabe isso." Publicado pela Perve Editora 2007

03/01/2008

Partilhar.

No jantar de Natal que habitualmente faço com amigos, decidimos, este ano, não trocar presentes mas sim partilhar qualquer coisa imaterial: uma música, uma passagem de um livro, algo que nos tivesse marcado durante o ano de 2007. E como sou uma mulher dada a partilhar, não quis deixar de o fazer convosco:

Perfilados de Medo

Perfilados de medo, agradecemos

o medo que nos salva da loucura.

Decisão e coragem valem menos

e a vida sem viver é mais segura.

Aventureiros já sem aventura,

perfilados de medo combatemos

irónicos fantasmas à procura

do que não fomos, do que não seremos.

Perfilados de medo, sem mais voz,

o coração nos dentes oprimido,

os loucos, os fantasmas somos nós.

Rebanho pelo medo perseguido,

já vivemos tão juntos e tão sós

que da vida perdemos o sentido...

de Alexandre O´Neill

Leio este poema e espero que em 2008 o medo não me iniba de enfrentar todas as mudanças que por aí vêem...

02/01/2008

Touril

Mais uma vez, passei o ano na melhor das companhias - os meus Amigos. Estes quatro ou cinco dias todos juntos, crianças incluídas, pode parecer prenúncio de grande confusão mas é para mim uma das melhores alturas do ano. É talvez um dos raros momentos em que saio da minha rotina familiar e que a partilho com os outros, e os outros neste caso são pessoas a quem dedico uma genuína amizade e por quem tenho a maior admiração. Para além do divertimento e do prazer que me dá estar com eles, é também tempo de balanço e reflexão onde tenho a oportunidade de aprender com cada um, como posso ser melhor mãe, melhor companheira, e melhor amiga. Sinto todos os anos que esta partilha me faz crescer. Mas o mais importante de tudo isto é que adoro estar com vocês. Obrigado especialmente a ti, Mikas!

Hotel Memória

Para apreciadores do género mistério, aventura ( eu faço parte do clube...), temos uma bela contribuição em português, nos passos de Paul Auster, com uma História de Nova York. Uma história bem contada, divertida, rocambolesca, capaz de nos agarrar do início até ao fim quase sem respirar. Estão lá todos os ingredientes e as referências chovem, Bartleby de Melville, Kim... homenagem ao divino Kim de Rudyard Kipling?....Ao lê-lo, recordei imediatamente o delírio Kafkiano do submundo de Nova Yorque fora de Horas de Martin Scorsese, e na minha modesta opinião, tem matéria cinéfila de sobra para um belo argumento. Gostei e aconselho.

31/12/2007

Is there anybody out there?

Lisboa esvaziou-se de nativos e está cheia de italianos e espanholitos a gozar o sol abençoado deste último dia de 2007. Que seja um BOM ANO 2008! Se é que sobrou alguém por aí......

28/12/2007

Lions for Lambs

Ou, como a qualidade de um povo não pode ser medida pelos seus líderes.... E nós portugueses sabemos bem do que é que se está a falar! Ou, de que forma o sistema democrático encerra em si preversões que mais tarde ou mais cedo o farão atraiçoar os seus melhores princípios...As relações públicas e o poder, ( ou o poder das R.P.), as secretas e o poder ( ou o poder das Informações), e o descolamento da realidade dos povos dos seus líderes.

(Que mistério encerra a geração de ouro dos anos 60 e 70, que nunca mais produziu actores bonitos e interessantes como Robert Redford!)

Jerusalém

Jerusalém e Gonçalo M. Tavares foram a minha descoberta de Natal. É um livrinho de capa preta e negro é o seu conteúdo. Negro e fascinante desde o primeiro capítulo até ao fim. Uma mulher que vê almas, um médico psiquiatra que investiga na História do Horror, ou do Horror na História, procurando aplicar o método científico ao Mal no seu estado puro exercido por um povo sobre outro povo, uma prostituta velha, um assassino, uma criança, um hospício, e muitos loucos, ou a loucura a dominar todos os personagens num ambiente quase esquizofrenizante. Não digo mais, porque é nos pormenores que chegamos ao verdadeiro busílis. A ler e descobrir.

23/12/2007

Natal na Tradição Portuguesa

O Natal na tradição portuguesa é feito em volta do Presépio e do renovar das promessas do nascimento de Cristo entre os homens. Do Menino Deus que vem com uma mensagem de Amor Fraterno resgatar a humanidade.
É um natal de gestos simples e cheios de significado profundo, começa no Advento, no dia 8 de Dezembro com a montagem do Presépio, com a benção dos meninos Jesus na missa dominical, com os cânticos lindíssimos que nos transportam à infância, com o apelo à fraternidade para com os mais desfavorecidos.
A reunião da família, a compra das prendas, ( que o menino irá trazer em paralelo com o Pai Natal...) o preparar da ceia, os doces da época, o bacalhau, a ida à missa do Galo, sempre gestos repetidos ao longo de gerações, o que nos torna fiéis depositários e transmissores dos ritos e mensagem de Natal.

O meu Natal.

O Natal para um agnóstico é sempre uma época ambígua. Às contradições vem-se juntar uma boa dose de nostalgia (do gre. nostós, “regresso” + algos, dor”). Sempre vivi o Natal como uma festa que junta a família, que nos faz pensar um pouco mais nos que nos rodeiam.Na verdade, nunca tive grande vontade de ir mais além, de procurar um significado maior para esta festa, até que…na sexta-feira passada ouvi um filósofo a explicar a origem mais remota desta festa (na “Janela Aberta”, de Ana Sousa Dias no RCP). Dizia o entrevistado que esta época, a do solstício de Inverno, era já festejada antes da existência do Natal cristão, um fenómeno que a humanidade acompanha desde sempre, uma data mágica e sagrada entre os primeiros povos. O solstício de Inverno no Hemisfério Norte é a altura do ano em que a Terra (no hemisfério norte, mais uma vez) se encontra mais longe do Sol, tendo, por essa razão, sido desde sempre associada à Morte. Afinal, essa é a altura do ano que, sendo os dias mais curtos e frios, a Terra é menos fértil e tem menos luz. A festa, naturalmente pagã, sempre se fez neste período, com o objectivo de dar Vida, de Partilhar, de dar Luz (com as iluminações e as árvores de Natal) a estes dias tão Invernosos. E assim, não procurando, acabei por encontrar o meu significado para o Natal. Prolongar a luz, dar alegria e partilhar o pouco que a terra gera, a estes dias cinzentos. É isso! Um bom Natal para todos!

21/12/2007

Bom Natal

Óbidos - Dez. 2006

Bairro do Amor III

retirado do amnesia

O Bairro do Amor II

de Olhares de Lisboa

20/12/2007

Iniciativa X

Este é o terceiro ano que vou a esta iniciativa e apesar de já ser tarde acho que ainda vale a pena divulgar. E vale a pena por dois motivos. Porque para além do conceito "jogo" engraçado e original, o objectivo da associação que a promove é contribuir para a divulgação de jovens artistas portugueses.

A Iniciativa X consiste numa venda de largas dezenas de obras, doadas por numerosos artistas, desde nomes consagrados como Julião Sarmento, Ana Hatherly, Pedro Calapez, até muitos e promissores jovens autores. Maioritariamente realizados sobre papel e com a dimensão de um postal com 10 x 15 cm, os trabalhos são vendidos por 50 € sem que o comprador tenha conhecimento do respectivo autor. Tem lugar na Arte Contempo (Rua dos Navegantes nº46 A, Lisboa), e decorre até 22 de Dezembro entre as 14H30 e as 19H30.

O Bairro do Amor I

É uma relação de amor aquela que mantenho com Campo de Ourique. Nada me dá mais prazer do que entrar em Lisboa pela fresca e tranquila rua Ferreira Borges num domingo quente de Verão, tomar o pequeno-almoço nas apertadinhas mesas da Ertilas acompanhada pelos habitués do fim-de-semana, passear pelo Jardim da Parada ou simplesmente deambular pelo comércio do bairro e cumprimentar as pessoas de sempre, o Luís da Ler, o Zé da Lavandaria, a D.Glória do quiosque dos jornais e por ai fora.

É um bairro feito de pessoas, pessoas que têm um nome e uma vida ligado ao bairro. Construído para que as pessoas se sintam bem, novos e velhos, ricos e pobres, os loucos e os mais sãos, todos eles convivem e partilham este espaço de forma muito saudável, diria mesmo feliz. MST descreveu de forma exemplar, o que me encanta em Campo de Ourique:

“Depois, as pessoas fazem o resto: andam na rua sem pressa nem atropelos, param para conversar à porta das lojas, saúdam-se nas esquinas, passeiam as crianças, os velhos ou os cães, namoram ou lêem o jornal nas esplanadas, almoçam a horas certas na sua mesa de sempre dos seus pequenos restaurantes, numa palavra, vivem a cidade, não se limitam a sofrê-la ou a passar por ela. Certamente que aqui também há gente triste, sozinha, com vidas terríveis. Mas, pelo menos, a rua não os agride: conforta-os, distrai-os e, acima de tudo, dá-lhes um sentido de pertença a uma comunidade…”.

19/12/2007

Roteiro para o Fumador

Uma grande ideia de enorme utilidade, do Daniel Oliveira, fazer um roteiro para os fumadores. Estou solidária e por isso apelo a quem tiver informação de sítios ( bares, cafés e restaurantes) onde, a partir de 1 de Janeiro, se possa fumar que envie para o Arrastão.

17/12/2007

Salão Nobre do Conservatório Nacional - Petição

Especialmente para quem como eu, guarda memórias do Bairro Alto, de dia, vadiando pelas ruas e cruzando-me com os sons por vezes desconcertantes que saíam das janelas do Conservatório, belo edifício conventual, lá para o interior do Bairro, na Rua dos Caetanos, seja sensível a esta petição. Para além do óbvio assalto a mais um equipamento notável, centro de vida de um Bairro histórico cada vez mais resignado à vida nocturna e ao abandono das funções normais da vida da cidade.
Arrisca-se agora a ser fechado, quiçá na mira da especulação imobiliária de mais um projecto luxuoso de apartamentos em condomínio, que falta de imaginação!
Pois parece que o Conservatório guarda uns tesouros artísticos do nosso património cultural, um Salão Nobre com tectos pintados por Mestre Malhoa , uma acústica única, memórias de quem por lá passou,tocou ou ouviu. Parece que a degradação do Salão nobre em particular é dramática, chove no seu interior, balcões escorados, etc.
Vamos assinar a petição cientes de que assistimos mais uma vez à destruição irreversível de um património único de valor inestimável, e que se houver muito barulho talvez acordem as consciências adormecidas. http://www.gopetition.com/online/14127.html

16/12/2007

Museus Do Século XXI - Conceitos, Projectos, Edifícios

A exposição concebida e coordenada pelo Art Centre Basel, Suíça, apresenta 27 dos mais interessantes e seminais projectos de edifícios museológicos desenhados, acabados ou em construção entre os anos 2000 e 2010. São projectos muito diversos que revelam diferentes pontos de vista sobre o conceito de museu, o papel na sociedade contemporânea e as suas traduções arquitectónicas.

Diller Scofidio + Renfro - Eyebeam Museum of Art and Technology, Nova YOrque, EUA - 2001
(construção suspensa) - simulação por computador foto do cartaz da exposição
Podem ser apreciados projectos assinados por Renzo Piano, Jean Nouvel, David Chipperfield, Zaha Hadid, Tadao Ando, entre outros. A apresentação é fabulosa com painéis e maquetas, por si só autênticas obras de arte dignas de exposição. Podem vê-la até 3 de Fevereiro na Culturgest.
Não percam!

15/12/2007

100 anos de Oscar Niemeyer II

Autodefinição
Na folha branca de papel faço o meu risco,
Retas e curvas entrelaçadas,
E prossigo atento e tudo arrisco
Na procura das formas desejadas.
São templos e palácios soltos no ar,
Pássaros alados, o que você quizer.
Mas se os olhar um pouco devagar,
Encontrará, em todos, os encantos da mulher.
Deixo de lado o sonho que sonhava.
A miséria do mundo me revolta.
Quero pouco, muito pouco, quase nada.
A arquitectura que faço não importa.
O que eu quero é a pobreza superada,
A vida mais feliz, a Pátria mais amada.
Um abraço,
Oscar.
É hoje mesmo, dia 15 de Dezembro que Oscar Niemeyer celebra 100 anos de vida,Parabéns Oscar!
Para além do génio e do artista, está o homem e a sua dimensão social, e é aqui que ele ganha realmente densidade, pois o seu discurso está centrado no Outro, na luta pelos irmãos brasileiros pobres, por uma sociedade que é cada vez mais desigual, e quando o ouvimos hoje, celebrando uns magníficos 100 anos de vida ( Parabéns!), Oscar mantém o enfoque e a autencidade dos verdes anos.
No Domingo passado o Câmara Clara, debruçou-se sobre Brasília e Oscar Niemeyer, tinha por convidados Helena Roseta e Manuel Graça Dias. Falaram muito sobre a desumanização da Cidade idealizada para a dimensão automóvel, sobre os bairros periféricos paupérrimos que crescem como cidades satélites, mas perderam talvez a qualidade central do projecto, o projecto utópico de cidade do século XX realizado no Novo Mundo. Utopia social e política em construção permanente, consubstanciada em Poesia Arquitectónica, em traços e riscos que crescem em construções esculturais. A oportunidade talvez última, em que a determinação de um projecto político permitiu a um Arquitecto, conceber uma Nova Cidade Barroca, um palco do Poder Representativo.

14/12/2007

O mistério da Presença

Há contextos que te fazem mais presente. Pode ser um local, uma música ou um cheiro, mas a cumplicidade que se sente na saudade partilhada alimenta-nos. Ontem, eu sei que estiveste lá! Nos parabéns, na boa disposição, a dançar, a rir, no carinho dos abraços, nos amigos, no Amor.

12/12/2007

100 Anos de Oscar Niemeyer

"Não é o ângulo recto que me atrai Nem a linha recta, dura, inflexível criada pelo homem O que me atrai é a curva livre e sensual A curva que encontro nas montanhas do meu país No curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o Universo O Universo curvo de Einstein." Desculpa Óscar, mas eu no texto, sustituía Einstein por Criador. Um hino à vida, à arquitectura , em que não podemos negar a evidência da criação Divina.
Casa das Canoas 1952 Rio de Janeiro

10/12/2007

O senhor Paulo

hoje surpreendeu-nos, a mim e ao Miguel. Na pastelaria da Madalena pregou-nos uma partida quando ia-mos a pagar o pequeno-almoço e percebemos que já estava pago, nos faz um aceno - lá do fundo do balcão - e nos deseja um Bom Natal, tudo isto com um sorriso divertido a transbordar de simpatia e boa disposição, logo cedo pela manha!!!

Lembrei-me que nem sequer sei o nome do seu restaurante onde às vezes também almoçamos, lá mais para o fim da rua. Nós chamamos-lhe, e pelos vistos não é à toa, " A Família Feliz".

Exit Ghost

Para os admiradores de Philip Roth, a Pluma Caprichosa de Clara Ferreira Alves, traz-nos boas e más notícias. As boas notícias é que vem aí mais um romance, Exit Ghost, as más é que não será o melhor de Roth. Na Pluma Caprichosa, adivinhamos uma forte admiradora de Roth, e por isso vale mesmo a pena ler a crítica de C.F.A. " Roth não descreve paisagens, nem pessoas. Inscreve-as na cabeça do leitor." Enquanto não chega às nossas mãos, vamos-nos preparando para ele, obrigado C.F.A.

09/12/2007

Dias Santos

Estas são só para lembrar os mais distraídos de que estes dias estão mesmo aí à porta.
Já só faltam 20 !!!
Se calhar, convém aos mais enferrujados irem
começando os exercícios de treino preparatórios...

08/12/2007

Edifício do Povo - Expo Shangai 2010

Partilho com todos este e-mail, recebido via Duarte, e que nos dá a conhecer este edifício, no meu entender um belíssimo exemplo de arquitectura conceptual.

Trata-se de um projecto de um colectivo de arquitectos e designers dinamarquês intitulado BIG. A forma peculiar deste edifício não é gratuita e comporta, na perspectiva da filosofia oriental, um simbolismo que vai para além da semelhança com o sinal caligráfico (o caracter do alfabeto chinês que significa "pessoas") com o qual se identifica.
Assim, o corpo que emerge da água é dedicado a actividades de cultura física, desportos, etc., e o corpo emergente da terra tem como destino actividades de "enriquecimento espiritual" - centro de conferências e outras. No ponto de encontro, onde o edifício se torna um só, situa-se um hotel de 1000 quartos! 250 000m2 de área construída...
http://www.youtube.com/watch?v=rdy0kamf-gY

02/12/2007

The comfort of Strangers

"Acordaram ao mesmo tempo, ou assim lhes pareceu, e permaneceram imóveis nas camas separadas. Por razões que já não conseguiam definir com clareza, Colin e Mary estavam amuados. (...) Ainda mergulhada no que restava dos seus sonhos, Mary virou-se de lado quando ele passou e fixou o olhar na parede.(...)
Mas conheciam-se um ao outro tão bem como se conheciam a si mesmos, e a sua intimidade assim à semelhança de malas em demasia, era uma preocupação constante; juntos caminhavam devagar, de uma maneira inábil, tomando lúgubres compromissos, atentos a delicadas variações de humor, desfazendo mal-entendidos. Individualmente não eram susceptíveis, mas juntos conseguiam ofender-se um ao outro de formas surpreendentes e inesperadas, o ofensor-isto tinha acontecido duas vezes desde a sua chegada- ficava irritado com a susceptibilidade excessiva do outro, e ambos continuavam a explorar becos tortuosos e praças inesperadas, imersas em silêncio.(...)
Ela amava-o, embora não nesse momento particular."
Ian McEwan 1981

01/12/2007

Este é o Mack o Super Camião dos Cars e os seus amigos, McQueen e companhia, retratados pelo Tiago, hoje.