Está na Biblioteca das Galveias uma exposição de um fotógrafo, arquitecto, artista plástico, muito interessante. Ao mais incauto parece tudo muito simples, puro trabalho das técnicas de photoshop ou equivalente. Mas um olhar mais atento revela um complexo trabalho plástico de pintura e instalações espaciais que culmina com a fotografia. Uma espécie de trompe d'oeil invertido. Um jogo labiríntico que nos intriga e surpreende a cada trabalho, digno de um filho de Escher. Até 3 de fevereiro.
Para quem quiser saber mais, vale a pena ir espreitar www.georgesrousse.com
25/01/2008
Georges Rousse ou o poder da Ilusão na Fotografia
Publicada por sophia à(s) 2:54 da tarde 0 comentários
24/01/2008
Feira da Ladra Alternativa
É um bom pretexto para uma deslocação ao bairro histórico de Alfama, à descoberta dum espaço simultaneamente belo e decadente que é a Associação Cultural Magalhães de Lima instalada na nave da dessacralizada igreja do convento do Salvador. Uma feira engraçada, cujo maior interesse reside na revelação de um edifício setecentista notável, que para quem acha graça a curiosidades alfacinhas, é utilizado pelas Marchas de Alfama para os seus ensaios. Também vende jóias e pechisbeque muito divertido.Publicada por sophia à(s) 2:51 da tarde 4 comentários
21/01/2008
Expiação
Publicada por Teresa à(s) 8:23 da tarde 1 comentários
20/01/2008
19/01/2008
Viva a Francisca!
E finalmente chegou este tão esperado rebento. Esse Dia Santo foi ontem. O pai diz que é linda e eu acredito mas não vou esperar muito para a ir conhecer.
Até já ...Publicada por Teresa à(s) 10:05 da manhã 0 comentários
17/01/2008
WOW e as Vespas na Publicidade
Ontem na Avenida João XXI em Lisboa o trânsito parou para vê-las passar!
Publicada por sophia à(s) 11:26 da manhã 0 comentários
16/01/2008
Hospital da Estefânia - Petição
O hospital D. Estefânia, fundado em 1877, sonho da rainha D. Estefânia, construído pelo Rei D. Pedro V e acabado pelo Rei D. Luís foi um hospital notável para a época em toda a Europa. Os jardins do Palácio da Bemposta ainda guardam os vestígios da grandeza de outros tempos, com espécies exóticas, gaiolas de pássaros, pavões, patos, galinhas da Indía, laguinhos e percursos sinuosos, tão ao século XIX.
A minha história pessoal como Mãe, está indelevelmente ligada a esta instituição notável, a este hospital pediátrico no centro de Lisboa, ao qual sempre recorri em desespero de causa e onde sempre fui muito bem servida, com mais ou menos demora. Injecções de penicilina, fisioterapia durante meses para pôr no lugar braços partidos por quedas de cavalo, dores de cabeça na infância, outites (oh quantas!), amigdalites(nem falar!), febrões com direito a banhos tépidos, alergias, sei lá o rol habitual das crianças. Encontro grandes vantagens nesta especialização dedicada às crianças, levar uma criança para um hospital central generalista é sempre um encontro com a morte que se respira por todas as paredes e corredores. Faz parte da vida, eu sei, mas parece mais doce e mais protegido levar as nossas crianças em sofrimento para espaços que estão distantes do sofrimento dos adultos, para ao pé das outras crianças, porque há sempre risos, choros de bebés e corridas pelos corredores, porque há sempre uma disposição para sorrir, porque os médicos e enfermeiras são especializados no atendimento infantil, pode haver argumentos muito socialistas, muito economicistas, muito racionais para acabar com os hospitais pediátricos, mas quando as qualidades do existente são tão evidentes, há que reflectir sériamente sobre estes passos de gigante que se tornam quase sempre irreversíveis. http://www.petitiononline.com/hde2007
Publicada por sophia à(s) 4:30 da tarde 0 comentários
14/01/2008
Casa Kike
Vista interior
Publicada por Marta à(s) 9:41 da tarde 5 comentários
13/01/2008
Fumar...ou não fumar?
Confesso que todo este sururu à volta da proibição de fumar em locais públicos me tem passado um bocadinho ao lado. Claro que é porque sou uma daquelas fumadoras intermitentes que fuma quando lhe apetece mas é capaz de nem pensar num cigarro, dias seguidos. Assim é fácil, admito, passar ao lado. Mas há uma altura que me apetece quase sempre fumar. A seguir ao jantar e principalmente se este for fora de casa. Reside aí a justificação para a meu alívio ao folhear a Time Out desta semana e reparar que o meu querido Aya estava no primeiro nome de uma lista de restaurantes em Lisboa onde ainda se pode fumar! É que nem os take away´s substituem o prazer que eu tenho em lá ir jantar, raramente é certo, e é bom saber que estou à vontade se me apetecer acender um cigarrinho!
Publicada por Teresa à(s) 6:46 da tarde 2 comentários
Museus do Século XXI
Associado à Exposição na Culturgest, está em curso um ciclo de conversas. Decorrem às 5ªs feiras, às 18h 30m no Pequeno Auditório e a entrada é gratuita*.
24 de Janeiro - Conceito arquitectónico e conceito expositivo. Harmonia ou conflito? - João Fernandes, Jean-François Chougnet, Delfim Sardo (moderador) 31 de Janeiro - O museu visto por quem o usa - Anísio Franco, Ana Gonçalves, Sara Barriga (moderadora)
Publicada por Teresa à(s) 3:40 da tarde 2 comentários
11/01/2008
Comunidade
Morreu Luís Pacheco. Era talvez, uma personagem entre o provocador, o marginal e o sociopata, que nos deixou páginas mordazes e ( pelo menos ) um texto lindíssimo, "Comunidade". Passaram a propósito da sua morte, um documentário na RTP2 verdadeiramente hilariante, com episódios imperdíveis contados entre gargalhadas pelo seu editor ( da & Etc.), por Mário Soares, e outros. O texto Comunidade é de uma beleza extrema, contrariando em tudo a ideia que eu estupidamente preconcebia de que a sua obra seria marginal e a sua escrita, uma escrita "abjecta". Nunca é tarde para fazer uma descoberta como esta, Comunidade.
Publicada por sophia à(s) 4:21 da tarde 0 comentários
03/01/2008
Partilhar.
No jantar de Natal que habitualmente faço com amigos, decidimos, este ano, não trocar presentes mas sim partilhar qualquer coisa imaterial: uma música, uma passagem de um livro, algo que nos tivesse marcado durante o ano de 2007. E como sou uma mulher dada a partilhar, não quis deixar de o fazer convosco:
Perfilados de Medo
Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.
Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.
Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.
Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido...
de Alexandre O´Neill
Leio este poema e espero que em 2008 o medo não me iniba de enfrentar todas as mudanças que por aí vêem...
Publicada por Marta à(s) 10:21 da tarde 0 comentários
02/01/2008
Touril
Mais uma vez, passei o ano na melhor das companhias - os meus Amigos. Estes quatro ou cinco dias todos juntos, crianças incluídas, pode parecer prenúncio de grande confusão mas é para mim uma das melhores alturas do ano. É talvez um dos raros momentos em que saio da minha rotina familiar e que a partilho com os outros, e os outros neste caso são pessoas a quem dedico uma genuína amizade e por quem tenho a maior admiração. Para além do divertimento e do prazer que me dá estar com eles, é também tempo de balanço e reflexão onde tenho a oportunidade de aprender com cada um, como posso ser melhor mãe, melhor companheira, e melhor amiga. Sinto todos os anos que esta partilha me faz crescer.
Mas o mais importante de tudo isto é que adoro estar com vocês. Obrigado especialmente a ti, Mikas!
Publicada por Marta à(s) 10:08 da tarde 4 comentários
Hotel Memória
Para apreciadores do género mistério, aventura ( eu faço parte do clube...), temos uma bela contribuição em português, nos passos de Paul Auster, com uma História de Nova York. Uma história bem contada, divertida, rocambolesca, capaz de nos agarrar do início até ao fim quase sem respirar. Estão lá todos os ingredientes e as referências chovem, Bartleby de Melville, Kim... homenagem ao divino Kim de Rudyard Kipling?....Ao lê-lo, recordei imediatamente o delírio Kafkiano do submundo de Nova Yorque fora de Horas de Martin Scorsese, e na minha modesta opinião, tem matéria cinéfila de sobra para um belo argumento. Gostei e aconselho.
Publicada por sophia à(s) 9:48 da manhã 1 comentários
31/12/2007
Is there anybody out there?
Publicada por sophia à(s) 6:15 da tarde 1 comentários
28/12/2007
Lions for Lambs
Ou, como a qualidade de um povo não pode ser medida pelos seus líderes.... E nós portugueses sabemos bem do que é que se está a falar! Ou, de que forma o sistema democrático encerra em si preversões que mais tarde ou mais cedo o farão atraiçoar os seus melhores princípios...As relações públicas e o poder, ( ou o poder das R.P.), as secretas e o poder ( ou o poder das Informações), e o descolamento da realidade dos povos dos seus líderes.
Publicada por sophia à(s) 12:24 da tarde 0 comentários
Jerusalém
Publicada por sophia à(s) 9:39 da manhã 1 comentários
23/12/2007
Natal na Tradição Portuguesa
Publicada por sophia à(s) 11:00 da tarde 0 comentários
O meu Natal.
O Natal para um agnóstico é sempre uma época ambígua. Às contradições vem-se juntar uma boa dose de nostalgia (do gre. nostós, “regresso” + algos, dor”). Sempre vivi o Natal como uma festa que junta a família, que nos faz pensar um pouco mais nos que nos rodeiam.Na verdade, nunca tive grande vontade de ir mais além, de procurar um significado maior para esta festa, até que…na sexta-feira passada ouvi um filósofo a explicar a origem mais remota desta festa (na “Janela Aberta”, de Ana Sousa Dias no RCP). Dizia o entrevistado que esta época, a do solstício de Inverno, era já festejada antes da existência do Natal cristão, um fenómeno que a humanidade acompanha desde sempre, uma data mágica e sagrada entre os primeiros povos. O solstício de Inverno no Hemisfério Norte é a altura do ano em que a Terra (no hemisfério norte, mais uma vez) se encontra mais longe do Sol, tendo, por essa razão, sido desde sempre associada à Morte. Afinal, essa é a altura do ano que, sendo os dias mais curtos e frios, a Terra é menos fértil e tem menos luz. A festa, naturalmente pagã, sempre se fez neste período, com o objectivo de dar Vida, de Partilhar, de dar Luz (com as iluminações e as árvores de Natal) a estes dias tão Invernosos. E assim, não procurando, acabei por encontrar o meu significado para o Natal. Prolongar a luz, dar alegria e partilhar o pouco que a terra gera, a estes dias cinzentos. É isso! Um bom Natal para todos!
Publicada por Marta à(s) 9:03 da tarde 1 comentários



