03/11/2007

Inacreditável?

Mas é verdade! Apareceu-me com uma lata de salsichas na mão e com um ar confiante, ofereceu-se para preparar o jantar. Pôs um avental, pediu-me ajuda para abrir a lata e combinámos que podia pôr a mesa e as salsichas num prato. De seguida eu faria o puré. Passados 2 minutos oiço: "mãe, não é preciso vires fazer o puré. Encontrei batata palha e podemos fazer de conta que é puré. Assim não é preciso acender o fogão e trato eu de tudo." Passados 5 minutos chama-me: "O jantar está na mesa. Hoje fui eu o cozinheiro e tu és a minha convidada." Na cozinha encontro a mesa posta, o jantar servido (com direito a salsichas todas cortadinhas e já no prato) e um enorme sorriso de satisfação no melhor cozinheiro com apenas 6 anos, do Mundo!

A ver

Hoje no Expresso Imobiliário, capa e artigo na pag.6, ou visualizar aqui.

A loja do Porto.

É esta.

02/11/2007

A terceira parte da colecção particular de Manuel de Brito - galerista da 111 - já está patente no Palácio dos Anjos, em Algés.

Quarto da criança e a confusão de espaços

Constantemente na minha vida deparo-me com esta realidade, muitos dos meus amigos dormem com os seus filhos no quarto, senão toda a noite pelo menos uma boa parte dela. E sempre que isto acontece sinto-me na obrigação de fazer o discurso psi e percebo que é completamente desadequado, não sei se pelo enquadramento emocional destas conversas se pela personalização da situação. Assim com o recuo que a escrita obriga e o blog cria, aqui vai um post a pensar nestas crianças:

O quarto da criança representa o espaço íntimo e privado da criança, facilita a construção de um “íntimo”, da capacidade de pensar, de expressar as emoções, de ter sonhos bons ou maus, de ter medo dos fantasmas e das bruxas mas também de vencer todos esses medos.

Este espaço é onde a criança vive o confronto com a frustração, a solidão e a angústia na noite imensa, onde se sente pequeno e indefeso. Ser capaz de elaborar estes confrontos é indispensável ao desenvolvimento de uma criança em homem ou mulher saudável. Como diria a psicanalista Teresa Ferreira “ Evitá-los à criança é amputá-la do seu maior valor interior – cortar-lhe as asas do pensar”.

01/11/2007

1 de Novembro Dia de Todos os Santos

Talvez um dos dias mais importantes no calendário litúrgico em que nos é apresentado o maior desafio da Igreja Católica, o desafio da Santidade. Santidade que nos é proposta como um caminho possível a todos os que queiram assumir plenamente o compromisso com Cristo, a imitação da Vida de Cristo e daqueles que em seu Nome, e na defesa incondicional da Fé sacrificaram tudo, inclusivamente a vida. A verdade é que o homem só se realiza plenamente na procura do Bem, e é através do Bem que procura alcançar a Felicidade. É nesta busca da Felicidade e do Bem que eu acredito que o desafio de Cristo se revela renovado nos dias de hoje, e que constitui uma opção radical e apaixonante, para Católicos e Não Católicos, contrariando esta louca sociedade de consumo e prazeres imediatos. Já não nos é exigido o auto-emolamento, o sacríficio maior da vida, a palma na mão simbolizando o Martírio, mas sim o lugar à Bondade e à Partilha com o Irmão, porque sim é verdade, somos todos irmãos e é de Valores Universais que estamos a falar. Para quem quizer e puder, estão expostas as relíquias de Santo António, São Vicente, Santa Ursúla e outros, na Sé de Lisboa, verdadeiros tesouros a não perder.

30/10/2007

Ioga.

Aqui vos deixo o horário das aulas de Rita Cachaço. Está convidado a experimentar uma aula em qualquer um dos espaços. KrungThep (perto C.C. Colombo/ Metro Colégio Militar) 2ªas/5ªas - 8h00 às 9h00 3ªas - 18h00 às 19h00 6ªs – 13h00 às 14h00 Dança Livre (Campolide) 2ªas/4ªas - 13h00 às 14h00 2ªas/4ªas - 18h30 às 19h30 Namastê (Telheiras/Estrada da Luz) 3ªas/5ªas - 19h30 às 20h30 Ginásio Clube Português (Amoreiras/Rato) 2ªas/4ªas/6ªas – 20h30/21h40

Europa, ideias simples.

Nunca é demais começar por lembrar que Monnet e Schuman, entre outros, perceberam, que se com o controlo da produção do carvão e do aço se impedia o rearmamento e assim a guerra, com o livre comércio – suprema heresia – se garantia a prosperidade económica e assim a paz. A intolerável devastação da guerra trouxe consigo ideias simples pelas quais lutaram. No plano económico, a integração europeia avançou segura, lenta e compassadamente. Pequenos passos, uma ambição partilhada: precisámos de várias décadas para ter uma moeda única, instrumento de desenvolvimento último de um mercado comum - apesar dos países-excepção -, de que nos podemos orgulhar. Inversamente, no plano político, há muito que não é assim. E mesmo assumindo que, com ou sem referendos nacionais, o Tratado de Lisboa põe fim a uma suposta crise - que resultou dos chumbos francês e holandês ao grande equivoco que foi Constituição de Giscard d'Estaing - há muitos anos que ninguém sabe ou diz o que fazer da Europa. Haverá alguém com responsabilidades públicas e políticas, hoje na Europa, que nos diga para onde vamos? Que arrisque uma ideia, que avance um caminho? Do que nos é dado a ler pela imprensa, Luís Amado, um dos mais esclarecidos, afirmou que temos um desenho institucional da União para vinte anos. E Sarkosy levou por diante a sua ideia de constituir um grupo de sábios. Que Europa somos hoje com o Tratado de Lisboa? Já éramos apenas uma parte - e a parte mais fraca - de uma aliança militar, a NATO. Somos seguramente mais que um grande mercado comum. Somos definitivamente menos que um Estado federal. Para chegar à conclusão de que os Artigos da Confederação não estavam à altura das suas ambições e assim adoptar a sua admirável Constituição federal, os Americanos precisaram de oito anos. Oito anos e de um monumental conjunto de textos, primeiro publicados na imprensa, depois em livro e há poucos anos traduzidos para a nossa língua por Soromenho-Marques. Trata-se dos Federalist Papers, de Hamilton, Madison e Jay, e cujo momento que vivemos me faz reler. São ideias simples: imposto sem votos é tirania, numa democracia o povo está dentro do parlamento e não fora dele, separação de poderes, cheks and balances, proporcionalidade demográfica conciliada com igualdade entre estados,... ideias simples. Que continuamos a precisar.

28/10/2007

Não somos todos, afinal, permanentes viajantes? (I)

Olho para trás, olho para os lados e gosto de imaginar o que possa estar lá mais à frente. Seguindo muitas vezes a minha intuição, arrastada, a passo ou a correr faço a minha viagem. Realizo que vou a meio do caminho. O percurso que fiz até aqui conheço-o de cor. Sempre cauteloso, muitas vezes premeditado, evitando os riscos, seguindo sempre pelo seguro, pelo conhecido, pela via mais directa em direcção à meta pretendida. Recentemente, e espero que ainda a tempo, descobri que os destinos só são realmente importantes na medida em que nos estimulam a viajar. A viagem, mais do que a chegada é que vale, em absoluto, a nossa vida. Apetece-me usufruir do caminho, dos caminhos, do que está à minha volta, do que já trago comigo, de imaginar o que está lá à frente, do que não está mas pode vir a estar, do que é.

24/10/2007

Poemas da Mentira e da Verdade

Acho que é o primeiro texto que escrevo na condição de Mãe. Escrevo-o porque me sinto quase na obrigação de partilhar este prazer que foi descobrir os livros de Luísa Ducla Soares com a minha filha.

Luísa Ducla Soares escritora de livros infantis tem mais de 80 livros publicados, tendo sido galardoada com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra em 1996.

A forma como ela brinca com a nossa língua, os jogos de palavras e o olhar fantasioso e criativo da realidade, fazem com que as suas histórias sejam verdadeiros apelos à imaginação. Os meus contos preferidos são: "A menina verde", o " Senhor das barbas" e os " Poemas da Mentira e da Verdade". Este último, utilizando o nonsense como técnica narrativa proporciona boas risadas conjuntas com a minha filha, deixo-vos algumas linhas de um poema da mentira: "

"Visitou uma cidade

que andava a fazer o pino,

onde as igrejas dançavam

equilibradas no sino.

Quando voltou ao castelo

no meio do olival

viu carapaus a voarem

e nuvens a chover sal."

Mulheres Coragem

Fui ontem ver a peça “Última Ceia”, da Casa Conveniente, baseado na última peça de Anton Tchékhov, “ O Cerejal”. O fio narrativo é o que menos importa quando somos confrontados com cinco mulheres na intimidade de uma mesa, a partilhar uma refeição. A princípio, é um pouco incómodo, existe um silêncio constrangedor, mas o ritmo da própria peça encarrega-se de nos ir envolvendo.

Mas acima de tudo o que me impressionou foi a coragem daquelas cinco mulheres, expondo-se inteiramente sem recurso a qualquer tipo de artifício, tudo em nome de uma maior proximidade entre os criadores do acto e os espectadores. Este tipo de encenação, a que Monica Calle já nos habituou, resulta sempre em excelentes espectáculos. Nos quais muitas vezes nos sentimos desconfortáveis, é verdade, mas e por essa razão nos sentimos, em paralelo, desafiados a viver a peça, tanto pelas excelentes representações das actrizes como pelo jogo de sentidos que decorre da própria acção.

No teatro da politécnica 15 de outubro a 18 de dezembro

20/10/2007

Não somos todos, afinal, permanentes viajantes?

"…- Caminhas sempre de cabeça virada para trás? – ou: - O que vês está sempre nas tuas costas? – ou melhor: - A tua viagem só se faz no passado? (…) Marco entra numa cidade; vê alguém numa praça viver uma vida ou um instante que poderiam ser seus: no lugar daquele homem agora poderia estar ele se tivesse parado no tempo muito tempo antes, ou se muito tempo antes numa encruzilhada em vez de tomar uma estrada tivesse tomado a oposta e ao cabo de uma longa volta viesse encontrar-se no lugar daquele homem naquela praça. Agora, daquele seu passado verdadeiro ou hipotético ele está excluído; não pode parar; tem de prosseguir até outra cidade onde o espera outro seu passado, ou algo que talvez tivesse sido o seu possível futuro e agora é o presente de outro qualquer. Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos. "
Italo Calvino em "As Cidades Invísiveis"

O inquietante silêncio

É verdade, o silêncio sempre me incomodou. O doloroso silêncio que surge recorrentemente entre dois amantes no início de uma relação, o prosaico silêncio de todos os dias com um desconhecido no elevador ou os breves silêncios que surgem a espaços com os amigos mais próximos quando simplesmente não há nada a dizer. Posso suportar injúrias, mentiras, sarcasmos e até humilhações. Mas não posso suportar o silêncio quieto. Em toda a minha vida nunca procurei a razão desta minha fragilidade, como tantas outras, e foi na minha incursão pela psicologia que encontrei a mais pláusivel explicação. Tão bem dita nas palavras de Coimbra de Matos: " o carácter inquietante do silêncio, escreveu Freud - ligando silêncio com a morte, e mostrando como no sonho e na lenda o silêncio aparece como símbolo do fim da existência; e adiantando que, desde a infância, o calar se entrelaça com a angústia de separação e a angústia de perda do objecto. É o silêncio da noite; é o silêncio da solidão.(...). É o silêncio do cemitério, do frio do mármore; com o sibilar acusatório do vento por entre os ciprestes."

19/10/2007

Salvador Dalí no Porto ou um outro Dalí.

Apesar de não estar entre os meus pintores favoritos, vi com prazer a exposição de Dali, no Palácio do Freixo. Nesta, não vai encontrar o sublime "Cristo de S. João da Cruz", os relógios moles da "Persistência da Memória" ou ainda as paisagens delirantes com que o mestre do surrealismo nos confrontou. No entanto e precisamente por essa razão, a exposição teve o mérito de me fazer descobrir um outro Dalí. O Dalí de "Gargântua et Pantagruel", as 25 litografias nas quais o pintor bebe de Bosh e dá a beber a Pedro Proença, e que valem pelo seu lado lúdico. O Dalí do "Elefante Cósmico", ser que se descola da mitologia grega e do bestiário medieval em direcção ao espaço, entre muitas outras peças escultóricas a que Salvador Dalí dá vida fazendo sair dos seus quadros. E por fim, o Dalí da "Bíblia Sagrada", composta por 150 litografias sobre tantas outras cenas dos cinco livros do Antigo Testamento, que é uma verdadeira revelação. A exposição pode visitada até 4 de Novembro, entre as 10h00 e as 22h00, e de sexta a domingo (incluindo feriados) das 10h00 às 24h00. E é o melhor dos pretextos para visitar o Palácio do Freixo, magnificamente recuperado.

16/10/2007

Nova Constituição?

"Não precisamos de uma nova Constituição" é o título do primeiro texto de Pedro Mexia no Gattopardo, o novo blogue que partilha com Pedro Lomba - que saudades de "A Coluna Infame"! -, e cujo link já se encontra aqui, do lado direito. No seu texto, Mexia explica por a-mais-b porque é desnecessária, irrealizável e até leviana a proposta uma nova Constituição. Esta proposta, que tem surgido com recorrência em alguns meios liberais, da "Atlântico" a Pacheco Pereira, entra agora na agenda por um emissor que passou a ser uma fonte rotineira dos jornais mas que continuará para mim desprovido de qualquer credibilidade: Luís Filipe Menezes falou de uma nova Constituição como poderia ter falado de qualquer outra coisa... Concordo no essencial com Mexia. Dito isto, gostava de ver a constituição revista. Defendo um texto mais curto. Um texto expurgado da marca d'água do socialismo original do regime. Isto é, um texto que, como hoje escreveu José Manuel Fernandes no seu editorial do "Público", não viole "...um dos princípios básicos da democracia liberal. Ou para ser mais claro: uma Constituição deve ser sobre os meios do Governo, não sobre os objectivos do Governo. Uma constituição deve estabelecer regras, não os fins a atingir." Ou pelo menos, os fins a atingir que consagre devem estar consensualmente aceites e estabilizados. Nada como dar um exemplo que até Vital Moreira compreenderá: no preâmbulo da Constituição dos Estados Unidos diz-se que: "We the people of the United States, in order to form a more perfect union, establish justice, insure domestic tranquility, provide for the common defense, promote the general welfare, and secure the blessings of liberty to ourselves and our posterity, do ordain and establish this Constitution for the United States of America.", sublinhados meus. Mas não se diz como o fazer. A Constituição deve ser "de todos os portugueses", caso contrário, não valia a pena fazer eleições.

Que nojo!

Vale sempre a pena uma visita ao Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, no Parque das Nações. Este é um daqueles sítios, onde levo regularmente os meus filhos e não nos cansamos. Penso que uma das razões seja a diversidade de actividades, didácticas e interactivas, que estimulam a curiosidade e promovem o conhecimento. Desta vez, a mais recente exposição temporária “O Nojo” foi o alvo da nossa maior atenção e perplexidade. Aqui, de uma forma lúdica, é-nos explicado porquê que o nosso corpo produz secreções, fluidos, sons e cheiros tão nojentos. Os mais novos podem “entrar” dentro de um aparelho digestivo, fazendo o percurso do alimento desde a boca até ao recto, ou brincar de tiro ao alvo com “ácaros - bola” contra umas narinas prestes a espirrar, entre outras experiências por si só bem divertidas. Viemos embora, mais uma vez, com a promessa de lá voltar.

Guerra Colonial

Num país onde teimamos em recalcar os acontecimentos marcantes da nossa história, onde a "não-inscrição" dos acontecimentos é um acto de sobrevivência, fazia falta uma série sobre a Guerra Colonial. Joaquim Furtado vem colmatar esta lacuna com a série "Guerra".

O documentário percorre de forma cronológica 13 anos de conflitos nas antigas colónias portuguesas. Resulta de uma pesquisa aprofundada de Joaquim Furtado, que ao longo de oito anos, viu mais de seis mil filmes, oriundos, nomeadamente, dos arquivos da RTP, dos serviços de audiovisuais do Exército, muitos arquivos particulares e realizou cerca de 200 entrevistas a protagonistas dos vários lados do conflito.

Para ver hoje na RTP 1 às 21:00h.

Vale a pena ver.

(Via Arrastão)

15/10/2007

"Memórias de Raymond Aron"

"Nada impede de interpretar o regime soviético com recurso a conceitos marxistas. As pessoas privadas ou morais, os patrões em pessoa ou as sociedades anónimas perderam a propriedade dos meios de produção, mas os operários só a adquiriram pelo intermédio simbólico do partido que se confunde na ideia com eles. O próprio Estado, açambarcado pelo partido, torna-se proprietário quase exclusivo dos meios de produção; a burocracia do partido e do Estado «explora» os trabalhadores como antes faziam os proprietários privados. Mas esta interpretação sugere que o Estado nem sempre seja a expressão dos detentores dos meios de produção; aqui, em sentido inverso, é o Estado, ou aliás a minoria dona do poder político que detém os meios de produção."

Privacidade.

Sou classe média. Empurro um carrinho nos supermercados, levo com o trânsito e pago impostos. E, sim, engoli um sapo ou outro desde que sou pai. Sou classe média e sinto-me um privilegiado. Privilegiado, porque basta olhar para o lado, quando (e porque) me foram dadas todas as oportunidades e sobretudo uma, a de poder fazer todos os dias uma coisa que gosto. Sou classe média e tenho orgulho. Tenho orgulho no sentido em que aprendi a respeitar o valor do trabalho, coisa antiga. Foi e é através deste que, no essencial e no que de mim dependeu, pude fazer as minhas escolhas. Nada tenho, muito pelo contrário, contra a mobilidade social mas sou classe média e tenho o orgulho e o privilégio, supremo nos dias de hoje, de poder exercer o direito à reserva da minha vida privada.

14/10/2007

Ainda sobre Roth.

Como adolescente judeu, Portnoy vive agrilhoado num imenso sentimento de culpa. Roth, melhor que ninguém, descreve de forma magistral como este sentimento é alimentado pelas nossas mães no sentido de nos levar a fazer o bem ou apenas a tomar a atitude correcta. Apesar de não ser judia, nem sequer católica, carrego a mesma cruz judaico-cristã e a culpa está sempre presente. Talvez seja este o motivo pelo qual gosto tanto dos seus livros. Por isso, quando há tempos, ao ler um livro de Amoz Oz, me deparei com a famosa anedota judaica sobre os dois estereótipos de mãe, - a mãe que diz ao filho, "Acaba o pequeno almoço ou mato-te", ou a que diz, " Acaba o pequeno almoço ou mato-me"- ri-me com gosto e senti-me um pouco mais perto de Portnoy.

12/10/2007

Prémio Nobel da Paz 2007

Vi o filme " Verdade Inconveniente"que me impressionou e incomodou imenso e mudou a imagem de ex-candidato derrotado que tinha de Al Gore. Um homem com coragem, determinação, força, coerência e que traz a razão com ele.
Mas não consigo deixar de pensar na vontade original de Alfred Nobel que era distinguir com este prémio " a pessoa que tivesse feito a maior ou melhor acção pela fraternidade entre as nações, pela abolição e redução dos esforços de guerra e pela manutenção e promoção de tratados de paz"???

11/10/2007

Prémio Nobel da Literatura 2007.

Não conheço Doris Lessing, que vou procurar ler. Até quando Vargas Llosa e Philip Roth, os meus preferidos, vão ter de esperar?

“Há mais coisas no céu e na terra, do que sonha a tua filosofia" Hamlet

A trama é sobejamente conhecida: um príncipe decide vingar a morte de seu pai, assassinado pelo tio que, entretanto, toma a viúva como esposa e o trono como herança.
Diogo Infante assina uma interpretação inesquecível mas a peça não se esgota nisso, a encenação de João Mota é extraordinária, depurada, lindíssima…
“Acho que Shakespeare condensou no ‘Hamlet’ todo o mistério humano. O Hamlet é um homem brilhante, mas também um louco, é um amante e, ao mesmo tempo, um guerreiro (…)E a sua causa chama-se Justiça.”, nas palavras do encenador, João Mota.

08/10/2007

Serei capaz?

Foi um que chegou da Nova Zelândia. É outra que me liga das ilhas Mauricias… Oiço os relatos desta gente e penso: Há 7 anos que não saio daqui. A última viagem foi a Cuba e pelas minhas contas já não voltei sozinha. Desde então por cá fiquei! Um dia deste dá-me uma coisinha má (ou boa?) e desapareço. Nem que seja só por três dias. Um saltinho a Londres onde me apetece voltar. Hoje, por um segundo, pareceu-me tão óbvio: - Deixo um post it em local bem visível, com as instruções necessárias a meia dúzia de amigos, incumbidos de entreter os meus filhos (bem dividido não custa nada!!!) e desapareço. Desapareço. Só para sentir o prazer de voltar!

Viagem ao mundo da Música

Não posso deixar de partilhar convosco o calendário da nova temporada "Descobrir a Música na Gulbenkian", cada vez mais rico em actividades e concertos, expandindo-se consideravelmente este ano, tanto na quantidade de propostas como na abrangência de temas e cruzamentos que sugere.

É o único projecto deste género em Portugal, com a qualidade Gulbenkian, que promove activamente o estímulo e o gosto pela audição musical do público infanto-juvenil, é de louvar!

Ficam aqui algumas das propostas (grande parte destas é para crianças a partir dos 3 anos) para espicaçar a vossa curiosidade:

"Os Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian para jovens e famílias, (...) a partir de obras especialmente compostas para crianças e jovens, como é o caso dos programas A minha mãe ganso de Ravel, Pedro e o Lobo de Prokofiev e Guia da orquestra para jovens de Britten, e também com algumas das mais emblemáticas obras de sempre como O Mar de Debussy, etc...

As múltiplas Oficinas propostas, quase todas desenvolvendo actividades a partir de obras dos concertos comentados, convidam a sentir, a interpretar, a exprimir, a improvisar, a tocar e a reinventar a música através do corpo como expressão dos sentimentos e emoções

Todas as Viagens têm surpresas com momentos musicais ao vivo. Essas surpresas dão primazia ao principal instrumento de todos – a voz. A Viagem ao mundo do Jazz também conta com música ao vivo, bem como os Contos musicais, que valorizam o acto de ouvir um conto acompanhado por música da sua cultura de origem.

Aqui.

Morte à morte!

Existe pena de morte para crimes civis em 64 países: dos EUA a Cuba, da Coreia do Norte à Coreia do Sul, do Iraque ao Irão, da China a Taiwan, da Bielorússia ao Japão, da Índia ao Paquistão. No ano de 2005 foram executadas 2,148 pessoas, em 22 países. Quase todas na China, Arábia Saudita, Irão, e Estados Unidos. Nesse mesmo ano receberam a mesma sentença 5,186 pessoas e esperavam nos corredores da morte 20,000 prisioneiros. China, Irão, Paquistão, Iraque, Sudão e EUA são responsáveis por 91% das execuções.

Mais de metade das execuções são na China. Na China a pena de morte é aplicada a casos de homicídio, corrupção, evasão fiscal… Entre o julgamento e o assassinato do condenado costuma passar menos de um ano. Das 1,591 execuções ocorridas em 2006, 1,010 foram na China. Mas isto são números oficiais. A Amnistia Internacional estima que possam ter sido executadas entre 7,500 and 8,000 pessoas apenas em 2006, o que aumentaria em muito o peso relativo da China no número total de execuções e o número de execuções anuais em todo o Mundo.

Desde que a pena de morte foi restaurada nos EUA, foram executados 1,099 pessoas. 929 por injecção letal, 154 em cadeira eléctrica, 11 em câmara de gás, 3 por enforcamento e 2 fuzilados. 65% dos americanos são a favor da pena de morte e apenas 28% contra. 3350 condenados aguardam execução nos corredores da morte das prisões americanas. O Supremo Tribunal está a debater a constitucionalidade do recurso à injecção letal como método de execução o que adiará muitas execuções, mas concentra o debate no tema errado.

Escreveu Vitor Hugo: «Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio.» San Marino (1848), Venezuela (1863), Portugal (1867) e Holanda (1870) foram os primeiros países do Mundo a abolir a pena de morte. Quais serão os últimos?

(Via Arrastão)

04/10/2007

Philip Roth - Complexo de Portnoy

Um livro magnifico de um escritor ímpar!
O livro é um relato de Alexander Portnoy, um judeu norte-americano nascido na década de 60 em Newark, a seu psicanalista (o doutor Spielvogel), a quem relata os principais acontecimentos da sua vida. Marcado pela forte presença de uma mãe omnipresente, possessiva e consumido pela culpa, Alex atravessa a sua adolescência dominado pelas pulsões sexuais. Um romance edipiano, sarcástico e hilariante!

01/10/2007

Dia Mundial da Arquitectura

" O espaço é um dos maiores dons com que a natureza dotou os homens e que, por isso, eles têm o dever, na ordem moral, de organizar com harmonia, não esquecendo que, mesmo na ordem prática, ele não pode ser delapidado, até porque o espaço que ao homem é dado organizar tem os seus limites físicos, facto pouco sensível, por exemplo, na escala do objecto mas já extraordináriamente sensível na escala da cidade ou da região. A delapidação do espaço que poderemos clarificar de pecado contra o espaço, constitui, porventura, uma das maiores ofensas que o homem pode fazer tanto à natureza como a si próprio e da existência desta possibilidade de acção negativa, em contraste com a possibilidade de uma acção positiva, resulta o drama do homem organizador do espaço, drama que constitui garantia de que esta é uma das mais altas funções que o homem pode atribuir-se." in "Da Organização do Espaço" - Fernando Távora 1962

"dor sem nome", o que nos enlouquece

Louco, loucura, sim são termos em desuso, na verdade a evolução da ciência sobre a mente humana tornou-os redutores e simplistas, face às complexidades das patologias existentes. Na verdade aquilo a que dantes se chamava Loucura encontra-se relacionado com aquilo que actualmente se denomina de clivagem do ego, ou seja o ego rejeita uma ideia com a qual não é compatível pela imensa dor que lhe está associada. Com essa rejeição, rejeita também parte do ego associado à ideia, ou seja cliva-se, divide-se, desmente a realidade. Um exemplo retirado de um livro de Carlos Amaral Dias* é bem ilustrativo: Uma mãe que perde um filho adoece passando a embalar nos seus braços um pedaço de madeira. A interpretação simplista seria a de que a madeira é o filho, mas isso implica o não entendimento que a madeira representa a ausência de inscrição de um pensamento, que é a morte da criança. É a assimbolização, a incapacidade de lidar com esta ideia que faz com que o ego se afaste da realidade. O ego fragmenta-se e faz uma retirada do real, estamos loucos! * “"Costurando as linhas da psicopatologia borderland"

30/09/2007

Excesso de optimismo?

Tinha esperança que este Verão suave que tivemos, se arrastasse por mais tempo. Mas o Outono não esteve com meias medidas. Chegou e afirmou-se!

29/09/2007

Hoje, em Portugal, há espaço para um partido liberal.

Porque com Menezes, o PSD não vai lá.

27/09/2007

Joga bonito.

A opinião sobre futebol só se compreende assim, doente, vinda das entranhas. Com a devida vénia ao meu querido amigo "o 7 maldito".

O homem tem razão. Pela primeira vez.

http://www.youtube.com/watch?v=MpB1Ydko4NU

Leituras.

A seguir ao "Foi assim" de Zita Seabra, foi a vez de "Tony Blair, l'iconoclaste, un modèle à suivre" de Jean-Marc Four, jornalista francês. Num livro equilibrado, Four passa em revista os três mandatos de Blair de um ponto de vista francês e conclui: "Et Tony Blair ne se résume pas davantage. Là aussi, que retenir? L'anglican ou le catholique? L´homme de droit ou l´homme de gauche? Le premier ministre britannique le plus jeune de l'Histoire ou le dirigeant usé de sa fin de règne? Le joueur de guitare électrique ou le père de famille? Le leader charismatique ou le grand manipulateur de l'information? Le «caniche» de George Bush ou le francophone francophile? L'européen de coeur ou l'américan de choix? L´homme sincère ou le démagogue machiavélien? L'ignare en politique internationale des années 90 ou le féru de guerre et de diplomatie des années 2000? Tony Blair est tout cela en même temps. Sa complexité fait sa richesse." Excusado será dizer que o aprecio muito. Agora, estou sensivelmente a meio das "Memórias de Raymond Aron" e seguem-se a biografia de Sarkozy - "Un pouvoir nommé désir" - de Catherine Nay, "L'aube le soir ou la nuit" de Yasmina Reza, que viveu por dentro a última campanha do actual presidente francês, e "Vertigem Americana" de Bernard-Henri Lévy.

Keep Walking I

Não deixem de visitar a exposição de Rosa Carvalho que está na Galeria Presença (Rua de Santo Amaro à Estrela nº47) até dia 27 de Outubro. Não deixem de ir, vejam só estas imagens ou vejam AQUI.

26/09/2007

Contributos da sociedade civil

Assistimos actualmente à criação de vários movimentos cívicos . Começou com o bem sucedido Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC) que resulta da candidatura de Manuel Alegre às eleições presidencias de 2005 e onde obteve uns expressivos 20% de votos. Paralelamente , surge também um movimento, com menor notoriedade, designado de Movimento Liberal Social ( MLS) cujo posicionamento é uma alternativa à dicotómica divisão esquerda/direita e que se assume como "Mais liberdade, menos Estado". Por último e mais recentemente, surgiu o Movimento Mérito e Sociedade, fundado por Eduardo Correia, cujo missão, é tornar a sociedade portuguesa mais eficiente e inovadora, e que em minha opinião tem um programa que se traduz num enorme vazio de ideias. De todos estes movimentos, criados em oposição e à margem dos partidos, confesso que apenas um me parece merecedor de uma mais cuidada atenção- trata-se do MLS. Porquê? Porque a sua base ideológica assenta na soberania do indivíduo sobre si mesmo, "... o direito inalienável a viver a sua vida e a procurar a sua felicidade da forma que entender" , combinando esta vertente com o apoio a uma economia em que o Estado desempenha essencialmente um papel de regulador, e de facto mais reduzido, "...mas que assegure de uma forma sustentável e segundo o princípio da subsidiariedade, a defesa do indivíduo e da sociedade, a propriedade privada, a Justiça, a existência de serviços básicos de saúde e segurança social, uma educação de qualidade... " São de facto os únicos representantes do Liberalismo em Portugal, um feliz contributo para a nossa democracia.

Police no Jamor

Há muito tempo que tinha desistido dos concertos de Estádio! Tinha decidido que já tinha visto todos os grupos que valiam a pena e que já não tinha “pachorra” para confusões, para ouvir som aos berros e só conseguir ver as “estrelas”, nos ecrans. Ontem, subitamente e sem estar à espera, desafiaram-me para ir ver os Police ao Estádio do Jamor! Não sei o que me levou a dizer logo que sim. Só sei que depois de uma odisseia para conseguir lá chegar, e de quase nos termos perdido nos canaviais do Jamor, de nos arriscarmos a ficar à porta sem bilhete porque os telemóveis não funcionavam, e do vento e frio de rachar, valeu mesmo muito a pena ter lá estado. Porque me fizeram voltar um bocadinho aos meus anos 80; Porque o som esteve mesmo muito bom; Porque embora estivesse num lugar de onde os podia ver muito bem, não consegui desviar a atenção de toda a aparelhagem audiovisual que constituía o Palco – LINDO!!! Para mim, certamente o mais bonito que vi até hoje; Porque me estavam definitivamente a fazer falta no curriculum; Obrigada Nuno C.C., por te teres lembrado de mim!

Vêr para Crêr

Acreditem que vale a pena espreitar AQUI!

23/09/2007

Será que a vida também?

Li numa entrevista a Lars Saabye Christensen, escritor norueguês autor de "Meio Irmão", o seguinte: " A literatura nórdica é feita de um ritmo próprio, de paisagens brancas, de alguma melancolia, e de muito, muito silêncio. A felicidade é um aborrecimento! A alegria só por si não é interessante, não tem conflitos. E a literatura faz-se de confiltos.", sublinhado meu.

20/09/2007

Foi assim.

Acabei agora mesmo de ler o livro de Zita Seabra. Deixo-vos com as suas últimas frases: "Quando se sai de um partido comunista, como foi o meu caso, muitos consideram que os ideais pelos quais lutaram estavam certos e são ideais que trazem como um bem precioso ao abandonar o Partido, deixando a quem lá ficou a herança má, a que envergonha. Nada melhor quando se sai de um partido comunista, por dissidência ou desistência, do que encontrar a coerência do bem da mensagem, deixando o resto - o estalinismo, as vítimas, a URSS, o Gulag, as eleições fantoches - à direcção do PCP, ao Dr. Álvaro Cunhal. Levei algum tempo a perceber que essa é uma atitude de desonestidade intelectual que nos afasta da verdade. E só a verdade nos libertará. Que ninguém diga que ignorava: os comunistas portugueses sempre souberam de tudo. Nunca o PCP disse uma palavra sobre as vítimas do comunismo, como se não existissem. O pior, porém, é dizermos a nós próprios, em nome da superioridade moral dos comunistas, que não queremos saber. Mas não me julgue, porque não tem autoridade moral ou ética para o fazer, aquele que não lutou pela liberdade em Portugal quando não a tínhamos, e que passou pela sua geração sem a ver. Comigo, foi assim."

13/09/2007

Uma Questão de orgulho!

Para quem ainda não viu, fica aqui a dica: Não percam o nosso Dudi, numa entrevista, na Sic Noticias, a falar – e muito bem – sobre o mercado actual da arquitectura no nosso pais. O programa tem-se vindo a repetir diversas vezes ao longo da semana. Eu vi-o no Fragmentos, e como colaboradora próxima, confesso que senti a minha pontinha de orgulho!

07/09/2007

50 anos de Arte Portuguesa na Gulbenkian

Felizmente, fui ontem ver a exposição dos 50 anos de Arte Portuguesa. Quase todos com quem falei disseram-me que era fraca e pouco representativa, o que fez com que eu fosse quase que por obrigação (como poderia eu deixar passar uma retrospectiva com este nome?) e com um nível de expectativa muito baixo. Assim e apesar de tudo isto, durante a hora e meia que deambulei pela exposição senti-me feliz. Feliz por ter tido oportunidade de conhecer o Pedro Gomes, que nos seus quadros "Sem título- Série Habitar,1996" desenha com rabiscos repetidos de esferográfica, magníficas paisagens urbanas. Porque fiquei com vontade de conhecer melhor Álvaro Lapa e João Hogan. E, finalmente, porque pude VER Os Cegos de Madrid (1957) de Júlio Pomar.

04/09/2007

“UMA QUESTÃO DE ATITUDE

O blog pode ser um espelho ou uma janela. Cabe a cada um decidir o que fazer com o seu.” O título e a frase não são meus. Fiz copy /paste de outro blog que encontrei nas minhas incursões cibernéticas. Mas concordo, embora admita que tenho andado a usar este nosso espaço de ambas as formas.

Foi há 8 anos

Hoje, não quis olhar mais uma vez para as fotografias e para o vídeo. Prefiro alimentar a recordação deste dia com os meus registos internos - que no fundo são a memória e o coração - e que o passar do tempo podendo transformar, não poderá nunca apagar. Hoje, senti necessidade e os “purgar” de alguma forma, e por isso aqui estou. Estava tanto calor! Saio do carro, desemaranho o véu que voa com uma rabanada de vento e dou o braço ao meu pai que está com uma expressão radiante, de orgulho, como nunca lhe tinha visto antes. Sinto de repente um descontrole emocional que se traduz em soluços secos, enquanto avanço em passos firmes até ao Altar. Não vejo as caras que com certeza sorridentes me fitam, mas sinto uma vaidade incrível! O Ricardo está estático a olhar para mim, à minha espera. Contem uma emoção que só mais tarde vai deixar libertar. Chego ao pé dele e por fim, dou-lhe literalmente a minha mão. Ali prometemos perante Deus, a família e os nossos amigos, aquilo que entre nós já não era preciso. Acreditávamos que ficaríamos juntos ”até que a morte nos separe”. - Tu, com o cabelo todo branco, cheio de charme. Eu, uma velhota gira, magrinha e um bocadinho taralhôca… Lembro-me, entre muitas outras coisas, de chegar ao fim do dia com os músculos da cara a doer, de tanto rir. Exausta, de tanta alegria e energia transbordada. Feliz, pelo presente e ainda mais pelo futuro. E acreditem que até hoje, não tenho dúvidas que foi há 8 anos, o dia mais feliz da minha vida!

27/08/2007

Rastreio Pré Natal Bioquímico

Já quase todos nós sabemos o que é e para que serve, mas acontecimentos recentes fizeram-me ter vontade de publicar este Post. Para quem passou um pouco mais ao lado por esta experiência, deixo-vos esta informação: O RASTREIO BIOQUÍMICO baseia-se no doseamento no sangue materno de substâncias produzidas pelo feto ou pela placenta permitindo assim ter uma noção concreta da sua produção durante essa gestação. Este doseamento permite corrigir o risco de uma mulher grávida com uma determinada idade poder ter um bebé com anomalias cromossómicas. Quando realizado no primeiro trimestre da gravidez e associado ao valor da translucência da nuca fetal que é determinado na ecografia realizada entre as 11 e as 14 semanas de gestação, este rastreio permite uma taxa de detecção de anomalias cromossómicas de cerca de 90%. No entanto, deve salientar-se que este é apenas de um método de rastreio que poderá indicar, em caso de risco elevado, a realização de uma amniocentese para se realizar o diagnóstico definitivo da anomalia. Quando fiquei grávida pela 1ª vez, a minha médica obstetra indicou-me, no meio do habitual rol infindável de análises, o rastreio pré-natal. Na ignorância, fiz o teste e não pensei mais no assunto. Com a minha idade (31 anos na altura) não tinha indicação para realizar a amniocentese. Quando me deu a noticia de que o rastreio tinha dado positivo, com risco acrescido para síndrome de Down, aconselhou-me então a fazer rapidamente a amniocentese, informando-me, só nesta altura, que este rastreio era meramente indicativo de uma probabilidade e que 5% dos resultados positivos vinham a revelar-se falsos positivos. Fiquei em pânico, cheia de ansiedade causada pela dúvida sobre o que fazer. A amniocentese, como técnica invasiva que é, representa um risco de 1% de aborto, mas a ansiedade de viver mais 5/6 meses uma gravidez, a pensar que o nosso bébé teria grandes hipoteses de nascer com uma má-formação grave (ou não...) seria demasiado violento. Isto para não falar dos efeitos nefastos que uma gravidez demasiado ansiosa pode provocar na mãe e no seu bebé. Sem grandes opções decidimo-nos pela amniocentese que felizmente correu bem e esperei ansiosa apenas até ao dia em que recebi o tão esperado telefonema a dar-me desta vez a feliz noticia de que esperava um rapaz saudável. Eu não tenho nada contra exames, análises, o que for necessário para ajudar a diagnosticar uma patologia e/ou estudar a sua cura. Do mesmo modo não condeno os pais que conscientes do risco, optam por fazer uma amniocentese no inicio da gravidez. Relativamente a este tipo de rastreios, que ainda dão tantos falsos positivos, ainda por cima para uma percentagem reduzida de má-formações, que não permitem que nenhum tipo de intervenção precoce as cure, acho que os pais têm o direito de ser informados da natureza dos exames a que se sujeitam e possiveis implicações (neste caso para obter a sua confirmação, o recurso a um método com risco de morte fetal), para que em consciência e dentro das suas convicções, possam fazer a sua opção. Na 2ª gravidez, e já devidamente esclarecida, fui eu que disse que não queria fazer o rastreio pré-natal embora não tenha prescindido de nenhuma consulta de rotina, exames e análises reveladores do meu estado de saúde e do do meu bebé. Não vi ansiedades nem dúvidas, não passei por momentos de remorsos, e tive felizmente mais um filho saudável.

23/08/2007

??

Há duas coisas que me têm estado a intrigar neste meses de verão. A primeira é que apesar de estarmos quase a chegar ao fim do mês de Agosto, tirando 2 ou três dias e outras tantas noites mais quentes, o Verão e o tão falado Aquecimento Global parecem ter resolvido virar as costas ao nosso país. A segunda é que apesar da cidade já estar cheia de gente, carros, transito, barulhos, confusão nos estacionamentos, filas no supermercado, o metro cheio, etc. quase todos os meus amigos e família ainda estão fora de Lisboa, e quase todas as pessoas que por uma qualquer razão eu preciso comunicar (médicos por ex.) e ou estabelecimentos que normalmente frequento (pastelarias, restaurantes, a minha mercearia) estão fechados para férias! Enquanto EU estive de férias, e vim um ou dois dias de passagem a Lisboa, a cidade estava um sossego… Acho que para o ano vou inverter a temporada!

19/08/2007

Best Off

O das minhas férias foi o episódio que vos vou tentar descrever: Céu de Agosto, estrelado. O pátio da casa dos meus pais em Azeitão. Uma tentativa sem sucesso de observar o espaço com o telescópio do Imaginário. De repente um ponto branco e brilhante no céu, desloca-se a uma velocidade tal, que duvido de um avião e prefiro acreditar numa estrela cadente. No meio do meu entusiasmo peço sofregamente um desejo – “O que é um desejo, mãe? Também posso pedir? Qual foi o teu desejo? – confessamo-nos. Quase choramos, e logo a seguir os três demos as mãos, cantámos, rimos e saltá-mos. Andámos às voltas, abraçámo-nos e rimos, rimos muito, até ir para a cama e sonhar.

10/08/2007

Até Setembro!

Dias Santos na Loja até Setembro, boas férias !

07/08/2007

Apenas uma pergunta.

Na sua "Causa Nossa", Vital Moreira escreve duas entradas que passo a transcrever: "Distinção Há quem insista em confundir os cargos públicos de livre nomeação (e livremente exoneráveis), que sempre implicam uma relação de confiança política e uma margem de discricionariedade política no exercício de funções, e a função pública propriamente dita, constituída por funcionários de carreira, que não são livremente seleccionados nem são livremente exoneráveis e cujas funções decorrem da lei. No dia em que os ministros pudessem demitir os segundos por razões políticas, deixaria de haver Estado de direito e função pública independente. No dia em que os ministros não pudessem demitir livremente os primeiros por razões políticas, deixaria de haver governos capazes de levar a cabo as suas políticas. Será tão difícil compreender esta distinção elementar? Que a directora de um museu não o entenda, é mau; que analistas e comentadores o ignorem, é pior. Coerência e bom-senso Os que defendem que um director de um museu do Estado tem direito de criticar a política de museus do Ministério da tutela sem se demitir (como se fosse possível executar lealmente uma política de que se discorda...) ainda hão-de defender que um chefe de esquadra pode criticar a política de segurança ou que o chefe de uma unidade militar pode criticar a política de defesa. Haja coerência, senhores! E já agora, bom senso... " Não ouvi uma única voz que conteste a legalidade do acto da Ministra: não é o que está em causa, poder demitir, ela pode. E a comparação com o chefe de uma unidade militar é infantil ou absurda e, em qualquer caso, pura retórica. Faço apenas uma pergunta: em que medida as críticas (suaves) à política do Ministério da Cultura impediram Dalila Rodrigues de desempenhar - e reconhecidamente bem - as suas funções? Ou, não deveria o mérito sobrepor-se à confiança política? A lealdade mostra-se com resultados.

Baía dos Piratas

Esta é o nome que lhe demos e esta a praia preferida do meu Kiko, em Agosto!

Clubites à parte.

http://www.sporting.pt/filme Entre, insira os seus dados (que serão só utilizados para este fim) e espere.

06/08/2007

As mulheres e a Europa

Não sou feminista e no entanto considero que existe ainda uma razoável margem de progresso no que diz respeito aos direitos das mulheres. Por isso mesmo, considero de louvar a iniciativa do movimento Escolher, a causa das mulheres, que integra entre outras, Simone de Beauvoir e Gisèle Halimi, que lutam pela introdução de um principio que designam de "cláusula da europeia mais favorecida". Pretende -se com esta cláusula, que seja adoptada na U.E. a legislação mais avançada de cada país europeu no que concerne às mulheres. Ou seja, em relação à violência sobre as mulheres, deveríamos seguir o exemplo dos espanhóis, assim como para a prostituição deveríamos olhar para a legislação sueca. A ler a entrevista de Gisèle Halimi na Visão.

05/08/2007

Porque O´Neill?

Por um feliz acaso, encontrei na estante de livros do meu pai, a biografia literária de Alexandre O´Neill da autoria de Maria Antónia Oliveira. Mas não por acaso continuo a ler com avidez e entusiasmo. As respostas de O´Neill sobre as razões de ser surrealista:

"Porquê?
  • Porque perdi o medo de me surpreender.
  • Porque a "poesia deve ser feita por todos e não por um".(Lautréamont)
      • Porque ao sórdido amor mesa-família-cama-de-casal e às convenientes - e, muitas vezes, adversárias - instituições que o servem e que serve, oponho, tanto em mim como nos outros, a feroz realidade do DESEJO.
      • Porque a realidade não suporta que lhe respeitem as aparências.
      • Porque deixei de opor destruição a criação, para ficar a saber que "quem se destrói não se cansa".(provérbio surrealista)
      • Etc."

      03/08/2007

      PSI II - Recalcamento, uma falha na tradução

      Costumamos ouvir recorrentemente a expressão "és um recalcado", ou seja a pessoa em causa é amarga, está sempre a repisar uma determinada informação. Este conceito de recalcamento foi explicado por Freud como sendo o mecanismo base do funcionamento neurótico ( num post posterior divagarei sobre a estrutura neurótica). O recalcamento é um conceito intimamente ligado ao processo de organização da memória, processo este que é dinâmico e mais não faz do que registar sucessivos eventos de vida, eventos estes que vão sofrendo ao logo do tempo rearranjos e transcrições . A memória é então rearranjo e transcrição, logo o facto que se apresenta na memória pode sofrer deformação/transformação. Assim, algo que se passou num determinado momento, quando passa para o período seguinte, é traduzido de um lugar para o outro, quando existe uma falha nesta tradução estamos perante o mecanismo de recalcamento.

      02/08/2007

      Obrigado.

      Dalila Rodrigues, pelo seu trabalho no MNAA e por não ter calado a sua opinião.

      A Madeira e a República.

      No seu texto de hoje, no Diário de Notícias, Maria José Nogueira Pinto refere que a legislação sobre o aborto foi feita "à trouche-mouche", acrescentando de imediato que "devemos esperar mais de quem legisla, sobretudo em matéria tão delicada", no que tem toda a razão...tivesse ficado por aqui (argumento que, no entanto, nunca vi na boca de Alberto João). Mas Nogueira Pinto prossegue contestando a pergunta feita no referendo: "Honestamente, para que a lei, saída de um referendo cuja pergunta estabelecia, à partida, condições quanto ao modo - quem e onde se pode praticar o aborto - e quanto ao prazo - as dez semanas de gestação -, fosse exequível (ainda que para mim sempre iníqua...) o sistema de saúde precisava, objectivamente, de meios e tempo para organizar uma resposta efectiva e em tempo útil". Dando-lhe ainda razão em relação à necessidade de uma resposta efectiva do sistema de saúde, já não se compreende as suas críticas à questão colocada em referendo (ou talvez se compreenda, uma vez esta para ela será "sempre iníqua"). Chegados aqui, temos dois problemas: a) uma legislação atabalhoada e b) um sistema que não está preparado. Mas, para Nogueira Pinto, resolvê-los "será sempre à custa de menos e pior acesso de mulheres com doenças ginecológicas e oncológicas, e do rateio do financiamento". Ou seja, os problemas que identifica não são, afinal, problemas, nem muito menos, Nogueira Pinto os quer ver resolvidos. Nogueira Pinto ouve "com alívio, a voz da Madeira" o que a Madeira não diz.

      Estou a gostar

      cada vez mais desta nossa manta de retalhos. Sê bem-vinda, Bloca. Que tenhas muitos dias santos.

      Dias de descanso em Lisboa 2

      Ficou a faltar dizer que o À Margem fica em Belém, entre a Vela Latina e o Padrão dos Descobrimentos.

      Dias de descanso em Lisboa

      Dias quentes em Lisboa são bem passados à beira-rio. Passem pelo "Margem" para um almoço ou um copo ao fim do dia. Tem-se sombra, água fresca, música boa e rio, rio, rio, rio, a esplanada como ela devia sempre ser. O espaço foi desenhado pelos arqtºs Ricardo Vaz e João Pedro Falcão de Campos e vale a pena ser visitado. Houve tempos em que uma trupe passava a correr pelo quiosque que deu origem a este espaço, os santos da loja já foram atletas...

      Se faltasse, está aqui a prova de que o acordo é bom III

      Helena Roseta recusou juntar-se a coligação PS-BE na Câmara Municipal de Lisboa (Público online; 01.08.07)

      Se faltasse, está aqui a prova de que o acordo é bom II

      Lisboa: Jerónimo de Sousa diz que acordo PS-BE é duvidoso (Público online; 01.08.07)

      Mais depressa se apanha um coxo que um mentiroso.

      Inter tentou desviar Freddy Adu do Benfica (Diário de Notícias; 31.07.07)

      01/08/2007

      Se faltasse, está aqui a prova de que o acordo é bom.

      Acordo com o PS em Lisboa criticado dentro do BE (Público online; 01.08.07)

      Francisco Assis.

      No momento em que as agressões de que foi alvo foram punidas por um tribunal, a compostura de Francisco Assis perante a longa multidão de Felgueiras merece uma menção. E evoca imediatamente uma outra agressão: a que foi perpretada sobre Mário Soares na Marinha Grande, na sua primeira campanha presidencial. Dar um rosto à coragem física é não deixar a cobardia morrer anónima.

      Tira o pé do chão. Ou não.

      http://www.luxjazzsessions.com/

      E Lisboa já está a ganhar!

      José Sá Fernandes, vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, vai ficar responsável pelo pelouro do Ambiente. O novo presidente da Câmara Municipal de Lisboa garantiu este acordo político ao aceitar diversas condições impostas por José Sá Fernandes, a saber:

      1. que os promotores imobiliários lisboetas sejam «obrigados a vendar ou arrendar 20 por cento dos empreendimentos novos a preços controlados, ou seja, a preços abaixo do preço de mercado»;

      2. a proibição da construção de mais empreendimentos na frente ribeirinha;

      3. o avanço do corredor verde entre Monsanto e o Parque Eduardo VII, idealizado pelo arquitecto Ribeiro Teles;

      4. cancelar a permuta que entregou à BragaParques parte dos terrenos da Feira Popular, negócio cuja legalidade vai ser investigada, sendo ainda feito um levantamento de anteriores negócios entre a câmara e esta empresa;

      5. a reestruturação de diversas empresas municipais, nomeadamente da EPUL, que irá perder todas as suas competências, ficando apenas com a reabilitação urbana.

      6. garantia dada por António Costa sobre a não entrega de qualquer pelouro da autarquia a membros da lista do PSD ou a integrantes da lista do ex-presidente Carmona Rodrigues.

      Acordo na íntegra aqui.

      31/07/2007

      Não, não e não.

      O editorial do Diário de Notícias de hoje diz-nos que: "O Tribunal de Felgueiras pronunciou ontem Fátima Felgueiras por oito crimes no processo que envolve o extinto Futebol Clube de Felgueiras e a Câmara Municipal de que é (e era, à altura dos acontecimentos) presidente. Sete por participação económica em negócio e um por abuso de poder na forma continuada. Em Portugal, ser-se arguido não é indício de nada. Foi por essa infeliz constatação que Fátima Felgueiras, apesar de uma fuga comprovada à justiça, ganhou novamente a autarquia. Mas depois de ontem, e mantendo intacta a presunção de inocência a que tem direito, é inadmissível continuar em funções." (sublinhados meus). Como só "depois de ontem"? Como só "depois de ontem" se houve uma anterior "fuga comprovada à justiça"? Como só "depois de ontem" se houve uma anterior "fuga comprovada à justiça", televisionada em serviço público - pago por todos nós - diariamente? Alguém que me explique muito devagar, por favor.

      Era bom, era.

      Obrigado Marta, por não te passar pela cabeça que alguém possa ser socialista ou defender um qualquer outro autoritarismo (os dois outros quadrantes em falta no teste).

      Seremos Liberais ou Conservadores?

      Moral Politics , é um teste que pretende posicionar-nos no espectro político através dos nossos valores morais, não demora mais de 5 minutos. Faça o TESTE aqui.

      Newseum

      A Internet proporciona estas coisas maravilhosas. Agora podemos "folhear" as capas de todos os jornais do Mundo, da Folha de São Paulo ao Moskovskaya Pravda aqui .

      Temática Psi - I

      Porque gosto e talvez porque precise, vou começar a postar algumas coisas sobre psicologia. Para que fique registado, a minha orientação é Freudiana, por mais demodé que possa parecer...

      O que me proponho fazer como ponto de partida para esta longa conversa sobre psi, é partilhar com vocês uma resposta que um menino de 11 anos deu a Melanie Klein ( psicanalista austríaca) na última consulta quando ela lhe perguntou porque é que ele achava que já não precisava vir mais e ele respondeu “ Porque já consigo imaginar que faço...”. - é sobre esta capacidade de imaginar que estamos a falar quando falamos de saúde mental. - continua no próximo post.

      30/07/2007

      Água

      Recentemente, li num blog http://www.argumentario.blogspot.com/ um post sobre uma experiência realizada por um investigador Japonês que estuda concretamente a estrutura molecular da água. Sabe-se que águas diferentes apresentam cristais diferentes. O que ele fez, foi montar uma experiência em que sujeitando a mesma água a estímulos mentais diferentes, a sua estrutura passa a apresentar cristais diferentes. Carla esta vai direitinha para ti. Gostava que comentasses...

      “um sorriso nos olhos da Alma”.

      “Dizendo isto, Chang deitou-me uma amostra do olhar taoista e percebi logo o que queria dizer. Era um pequeno olhar imenso, cheio de descaramento e insolência, de ironia e de riso. Era um olhar de cumplicidade sardónica – cheio da consciência divertida e oblíqua de quão precioso é o que não pode ser dito. Era como que a primeira ligação entre seres humanos, ao reconhecerem a sua aliança dentro do processo universal.”
      Estou a relêr este livro de Lawrence Durrell. Pequenino, mas denso. Daqueles que se lêm devagar, e que nos deixam a pensar, pela noite e pelo dia seguinte, até se lhe voltar a pegar, novamente devagar. Sabe bem, em tempo de férias!

      29/07/2007

      Hoje sim.

      Foi dia santo na loja. Obrigado Ana e Pedro. ps: já pouco é como era: as miúdas estão a envelhecer muito melhor que nós, repararam?

      28/07/2007

      O azeite e a água.

      No seu texto desta semana no Público, Manuel Alegre mais não faz do que misturar "liberdade" com "estado social". Tenho o maior respeito por quem queira e lute por ter os dois. Alegre devia respeitar a inteligência de quem só quer a primeira.

      Ele que não fale é com Juppé.

      "M. de Villepin ne peut plus rencontrer Jacques Chirac Le nom de Jacques Chirac figure au beau milieu de la liste des personnalités que Dominique de Villepin s'est vu interdire de rencontrer dans le cadre du strict contrôle judiciaire que les juges Jean-Marie d'Huy et Henri Pons lui ont imposé, vendredi 27 juillet. En assortissant de cette mesure la mise en examen de l'ancien premier ministre, notamment pour "dénonciation calomnieuse", les deux magistrats s'orientent clairement vers la thèse d'une manipulation politique dans l'affaire Clearstream." (Le Monde, 28.07.07). No mesmo artigo, mais à frente, podemos ler: "«En affirmant qu'il a agi en tant que ministre, il désigne sa hiérarchie donc le chef de l'Etat», observe l'un des proches de l'ancien président. Bernadette Chirac a toujours pensé qu'en cas de difficultés, «Villepin n'aurait pas les nerfs de Juppé»." Depois ter reduzido o FN à sua mais ínfima expressão (espero que por muitos e bons anos) e de ter colocado o PSF à deriva (por outros tantos), numa campanha em que, imagine-se, disse o que acreditava (e não o que um dos mais conservadores colégios de eleitores da Europa queria ouvir), Sarkozy arrisca-se a ver o seu verdadeiro adversário - a tralha gaulista - em sérios apuros. A V República morreu. Viva a VI República.

      Contradição nos termos?

      Porque é que um liberal votou no Bloco nas últimas eleições? 1- Porque foram eleições autárquicas e, em rigor, não há câmaras de esquerda e de direita, há câmaras bem e mal geridas; 2-Porque se há formação política (com vereador eleito) que é completamente alheia e não tem rigorosamente nenhuma responsabilidade no "estado a que isto chegou", é o Bloco; 3-Porque no nosso anacrónico e absurdo sistema eleitoral autárquico, os vereadores eleitos que não sejam pelo partido mais votado (e com este não se venham a coligar) são oposição e têm na vigilância a sua principal função (que evidentemente deveria pertencer à Assembleia Municipal, mas não pertence); 4-Porque em Lisboa, o candidato é maior que o partido; Sá Fernandes é o único independente que não precisa de o ser contra os partidos, que ou não os escolherem, caso de Roseta, ou o afastaram, caso de Carmona; 5-Porque foi, ao meu conhecimento, o único político que fez aquilo que é do mais elementar civismo - e um dever - quando, alegadamente, o tentaram corromper: ir à Judiciária; 6-Porque fazer uma leitura nacional de eleições autárquicas é fazer da cidade e dos seus munícipes um mero instrumento, um meio e não um fim em si mesmo, o que é trágico; 7-Porque é o único candidato que propõe uma visão para a cidade, o Plano Verde, pedido de empréstimo a Ribeiro Telles; 8-Porque não concebo que o problema do trânsito numa das principais entradas da cidade seja resolvido com uma solução da primeira metade do século passado, isto é, que seja esventrada por num túnel que desagua no seu coração; 9-Porque não concebo não exercer um direito e, importante, cumprir um dever; 10-Por exclusão de partes.

      27/07/2007

      A vida como ela é III

      Hei, Marques Mendes, a Srite tem uma coisa para te dizer.

      A vida como ela é II

      Hei, Marques Mendes, a Sprite tem uma coisa para te dizer.

      A vida como ela é I

      Hei,Marques Mendes, a Srite tem uma coisa para te dizer. (nuno)

      Olá pessoal já cheguei e mais não sei o quê.......é só um teste malta.....eu depois logo publico um papo super cabeça.

      Boas Férias

      Rita

      Famous Five opening theme

      26/07/2007

      A Natália também faz falta

      Uma deputada do PSD Madeira, Rafaela Fernandes, defendeu que a "função das mulheres é a procriação". É por ainda existirem pessoas de tamanha tacanhez que Natália Correia nos faz muita falta, cito por isso a sua célebre resposta uma afirmação semelhante:

      "Já que o coito/ - diz Morgado/ -tem como fim cristalino/,preciso e imaculado/fazer menina ou menino;/e cada vez que o varão/sexual petisco manduca,/temos na procriação/prova de que houve truca-truca./Sendo pai só de um rebento,/lógica é a conclusão/de que o viril instrumento/só usou - parca ração! -/uma vez. E se a função/faz o órgão - diz o ditado -/consumada essa excepção,/ficou capado o Morgado. ( Natália Correia - 3 de Abril de 1982 )

      Mapa, Gil Heitor Cortesão

      Ou o céu como ecrã. Aqui. nuno

      'Tá bonita a festa, pá.

      «Festa do Avante! sob o signo da revolução russa O PCP vai evocar na Festa do Avante deste ano, marcada para os dias 7, 8 e 9 de Setembro na Amora, concelho do Seixal, os 90 anos da revolução de Outubro, assinalando a criação do "primeiro Estado proletário do mundo". A revolução russa será tema de uma das duas exposições do Pavilhão Central na 31ª edição da festa, cujo programa foi ontem apresentado em conferência de imprensa, na sede do PCP.» (Público; 26.07.2007). Aguardo pela t'shirt comemorativa. nuno

      A nossa Cossoul.

      "A manhã volta sempre", teatro-dança, a partir de Emma Santos e Enzo Cormann. Quinta, Sexta e Sábado pelas 21.00h , na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul. Na Av. D. Carlos I, 61 - 1º e aqui. nuno

      Temos patroas.

      Pela sua prolífera produção, as meninas da companhia dos telefones são já a revelação do dia santo na loja. nuno

      O Estado do Mundo....menos mau com iniciativas como esta. Concerto a não perder

      Daniel Barenboim - 7 de Agosto às 20h no Grande Auditório da Gulbenkian. “Em colaboração com o Serviço de Música, no âmbito das comemorações do cinquentenário da Fundação Calouste Gulbenkian, o Fórum Cultural O Estado do Mundo apresenta o Maestro Daniel Barenboim a conduzir a West-Eastern Divan Orchestra. A ideia da West-Eastern Divan foi concebida em 1999 pelo músico israelita Daniel Barenboim e pelo intelectual palestiniano Edward Said, falecido entretanto. (……..) A West-Eastern Divan não é apenas um projecto musical, mas também um fórum para o diálogo e reflexão sobre o problema Israelo-palestiniano. Através dos contactos interculturais estabelecidos pelos artistas, o projecto pode ter um papel importante no ultrapassar das diferenças políticas e culturais entre países tradicionalmente rivais. Neste modelo, uma orquestra serve como um bom exemplo de uma vivência democrática e civilizada. A base da orquestra é formada por músicos israelitas e árabes em igual número, a que se juntam intérpretes andaluzos. (……)” (http://www.estadodomundo.gulbenkian.pt)

      Berlim II - as portas

      Berlim I - os graffitis

      25/07/2007

      Que o Berardo nunca perca um braço.

      Não consegui não postar no primeiro dia santo na loja. É bom estar aqui convosco.

      Participem

      http://oplanetaagradece.blogs.sapo.pt/

      Julia Pinheiro

      Malta, é mesmo bom termos um sitio para convesar. Parabens Martocas pela iniciativa. No entretanto, partilho uma ideia que me indignou ontem: A Júlia Pinheiro, com um cargo de responsabilidade na TVI, e apresentadora de vários programas de grandes audiencias na mesma, anda a fazer campanha publicitária para uma das variadas instituições de credito imediato. Estas, como sabemos, são verdadeiras sanguessugas dos pobres, uma vez que ao permitir pagar prestações baixinhas, baixinhas, agarram os menos informados / os mais necessitados a contratos com juros que rondam os 30%. Acho inacreditável que uma pessoa "supostamente" bem informada, e "supostamente" a grande amiga de todos os portugueses , a que ouve as histórias de miséria que nos fazem chorar a todos e a que usa os seus dotes pessoais de apresentadora para criar uma enorme onda de empatia / simpatia naqueles que a seguem - e são muitos- se aproveite do Zé Povinho para ganhar mais uns trocos para comprar uns trapos horrorosos com que disfarça a gordura.

      A Ver

      Pessoal é a primeira fez que faço isto, não está a custar nada...é apenas um teste. Parabéna à Marta... és grande miuda.

      Weeds Series Opening

      A ver na RTP2, uma nova série, segundas ás 22h30m.