Como adolescente judeu, Portnoy vive agrilhoado num imenso sentimento de culpa. Roth, melhor que ninguém, descreve de forma magistral como este sentimento é alimentado pelas nossas mães no sentido de nos levar a fazer o bem ou apenas a tomar a atitude correcta. Apesar de não ser judia, nem sequer católica, carrego a mesma cruz judaico-cristã e a culpa está sempre presente. Talvez seja este o motivo pelo qual gosto tanto dos seus livros. Por isso, quando há tempos, ao ler um livro de Amoz Oz, me deparei com a famosa anedota judaica sobre os dois estereótipos de mãe, - a mãe que diz ao filho, "Acaba o pequeno almoço ou mato-te", ou a que diz, " Acaba o pequeno almoço ou mato-me"- ri-me com gosto e senti-me um pouco mais perto de Portnoy.
14/10/2007
12/10/2007
Prémio Nobel da Paz 2007
Publicada por Marta à(s) 11:49 da manhã 3 comentários
11/10/2007
Prémio Nobel da Literatura 2007.
Não conheço Doris Lessing, que vou procurar ler. Até quando Vargas Llosa e Philip Roth, os meus preferidos, vão ter de esperar?
Publicada por nuno à(s) 7:19 da tarde 1 comentários
“Há mais coisas no céu e na terra, do que sonha a tua filosofia" Hamlet
Publicada por Marta à(s) 11:30 da manhã 2 comentários
08/10/2007
Serei capaz?
Foi um que chegou da Nova Zelândia. É outra que me liga das ilhas Mauricias… Oiço os relatos desta gente e penso: Há 7 anos que não saio daqui. A última viagem foi a Cuba e pelas minhas contas já não voltei sozinha. Desde então por cá fiquei! Um dia deste dá-me uma coisinha má (ou boa?) e desapareço. Nem que seja só por três dias. Um saltinho a Londres onde me apetece voltar. Hoje, por um segundo, pareceu-me tão óbvio: - Deixo um post it em local bem visível, com as instruções necessárias a meia dúzia de amigos, incumbidos de entreter os meus filhos (bem dividido não custa nada!!!) e desapareço. Desapareço. Só para sentir o prazer de voltar!
Publicada por Teresa à(s) 10:24 da tarde 7 comentários
Viagem ao mundo da Música
Não posso deixar de partilhar convosco o calendário da nova temporada "Descobrir a Música na Gulbenkian", cada vez mais rico em actividades e concertos, expandindo-se consideravelmente este ano, tanto na quantidade de propostas como na abrangência de temas e cruzamentos que sugere.
É o único projecto deste género em Portugal, com a qualidade Gulbenkian, que promove activamente o estímulo e o gosto pela audição musical do público infanto-juvenil, é de louvar!
Ficam aqui algumas das propostas (grande parte destas é para crianças a partir dos 3 anos) para espicaçar a vossa curiosidade:
"Os Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian para jovens e famílias, (...) a partir de obras especialmente compostas para crianças e jovens, como é o caso dos programas A minha mãe ganso de Ravel, Pedro e o Lobo de Prokofiev e Guia da orquestra para jovens de Britten, e também com algumas das mais emblemáticas obras de sempre como O Mar de Debussy, etc...
As múltiplas Oficinas propostas, quase todas desenvolvendo actividades a partir de obras dos concertos comentados, convidam a sentir, a interpretar, a exprimir, a improvisar, a tocar e a reinventar a música através do corpo como expressão dos sentimentos e emoções
Todas as Viagens têm surpresas com momentos musicais ao vivo. Essas surpresas dão primazia ao principal instrumento de todos – a voz. A Viagem ao mundo do Jazz também conta com música ao vivo, bem como os Contos musicais, que valorizam o acto de ouvir um conto acompanhado por música da sua cultura de origem.
Publicada por Marta à(s) 2:19 da tarde 1 comentários
Morte à morte!
Existe pena de morte para crimes civis em 64 países: dos EUA a Cuba, da Coreia do Norte à Coreia do Sul, do Iraque ao Irão, da China a Taiwan, da Bielorússia ao Japão, da Índia ao Paquistão. No ano de 2005 foram executadas 2,148 pessoas, em 22 países. Quase todas na China, Arábia Saudita, Irão, e Estados Unidos. Nesse mesmo ano receberam a mesma sentença 5,186 pessoas e esperavam nos corredores da morte 20,000 prisioneiros. China, Irão, Paquistão, Iraque, Sudão e EUA são responsáveis por 91% das execuções.
Mais de metade das execuções são na China. Na China a pena de morte é aplicada a casos de homicídio, corrupção, evasão fiscal… Entre o julgamento e o assassinato do condenado costuma passar menos de um ano. Das 1,591 execuções ocorridas em 2006, 1,010 foram na China. Mas isto são números oficiais. A Amnistia Internacional estima que possam ter sido executadas entre 7,500 and 8,000 pessoas apenas em 2006, o que aumentaria em muito o peso relativo da China no número total de execuções e o número de execuções anuais em todo o Mundo.
Desde que a pena de morte foi restaurada nos EUA, foram executados 1,099 pessoas. 929 por injecção letal, 154 em cadeira eléctrica, 11 em câmara de gás, 3 por enforcamento e 2 fuzilados. 65% dos americanos são a favor da pena de morte e apenas 28% contra. 3350 condenados aguardam execução nos corredores da morte das prisões americanas. O Supremo Tribunal está a debater a constitucionalidade do recurso à injecção letal como método de execução o que adiará muitas execuções, mas concentra o debate no tema errado.
Escreveu Vitor Hugo: «Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio.» San Marino (1848), Venezuela (1863), Portugal (1867) e Holanda (1870) foram os primeiros países do Mundo a abolir a pena de morte. Quais serão os últimos?
Publicada por Marta à(s) 10:03 da manhã 0 comentários
04/10/2007
Philip Roth - Complexo de Portnoy
Publicada por Marta à(s) 2:10 da tarde 1 comentários
01/10/2007
Dia Mundial da Arquitectura
" O espaço é um dos maiores dons com que a natureza dotou os homens e que, por isso, eles têm o dever, na ordem moral, de organizar com harmonia, não esquecendo que, mesmo na ordem prática, ele não pode ser delapidado, até porque o espaço que ao homem é dado organizar tem os seus limites físicos, facto pouco sensível, por exemplo, na escala do objecto mas já extraordináriamente sensível na escala da cidade ou da região. A delapidação do espaço que poderemos clarificar de pecado contra o espaço, constitui, porventura, uma das maiores ofensas que o homem pode fazer tanto à natureza como a si próprio e da existência desta possibilidade de acção negativa, em contraste com a possibilidade de uma acção positiva, resulta o drama do homem organizador do espaço, drama que constitui garantia de que esta é uma das mais altas funções que o homem pode atribuir-se." in "Da Organização do Espaço" - Fernando Távora 1962
Publicada por Teresa à(s) 10:34 da tarde 4 comentários
"dor sem nome", o que nos enlouquece
Louco, loucura, sim são termos em desuso, na verdade a evolução da ciência sobre a mente humana tornou-os redutores e simplistas, face às complexidades das patologias existentes. Na verdade aquilo a que dantes se chamava Loucura encontra-se relacionado com aquilo que actualmente se denomina de clivagem do ego, ou seja o ego rejeita uma ideia com a qual não é compatível pela imensa dor que lhe está associada. Com essa rejeição, rejeita também parte do ego associado à ideia, ou seja cliva-se, divide-se, desmente a realidade. Um exemplo retirado de um livro de Carlos Amaral Dias* é bem ilustrativo: Uma mãe que perde um filho adoece passando a embalar nos seus braços um pedaço de madeira. A interpretação simplista seria a de que a madeira é o filho, mas isso implica o não entendimento que a madeira representa a ausência de inscrição de um pensamento, que é a morte da criança. É a assimbolização, a incapacidade de lidar com esta ideia que faz com que o ego se afaste da realidade. O ego fragmenta-se e faz uma retirada do real, estamos loucos! * “"Costurando as linhas da psicopatologia borderland"
Publicada por Marta à(s) 12:26 da tarde 2 comentários
30/09/2007
Excesso de optimismo?
Publicada por Teresa à(s) 11:02 da manhã 0 comentários
29/09/2007
Hoje, em Portugal, há espaço para um partido liberal.
Porque com Menezes, o PSD não vai lá.
Publicada por nuno à(s) 11:24 da manhã 0 comentários
27/09/2007
Joga bonito.
A opinião sobre futebol só se compreende assim, doente, vinda das entranhas. Com a devida vénia ao meu querido amigo "o 7 maldito".
Publicada por nuno à(s) 11:08 da tarde 1 comentários
Leituras.
A seguir ao "Foi assim" de Zita Seabra, foi a vez de "Tony Blair, l'iconoclaste, un modèle à suivre" de Jean-Marc Four, jornalista francês. Num livro equilibrado, Four passa em revista os três mandatos de Blair de um ponto de vista francês e conclui: "Et Tony Blair ne se résume pas davantage. Là aussi, que retenir? L'anglican ou le catholique? L´homme de droit ou l´homme de gauche? Le premier ministre britannique le plus jeune de l'Histoire ou le dirigeant usé de sa fin de règne? Le joueur de guitare électrique ou le père de famille? Le leader charismatique ou le grand manipulateur de l'information? Le «caniche» de George Bush ou le francophone francophile? L'européen de coeur ou l'américan de choix? L´homme sincère ou le démagogue machiavélien? L'ignare en politique internationale des années 90 ou le féru de guerre et de diplomatie des années 2000? Tony Blair est tout cela en même temps. Sa complexité fait sa richesse." Excusado será dizer que o aprecio muito. Agora, estou sensivelmente a meio das "Memórias de Raymond Aron" e seguem-se a biografia de Sarkozy - "Un pouvoir nommé désir" - de Catherine Nay, "L'aube le soir ou la nuit" de Yasmina Reza, que viveu por dentro a última campanha do actual presidente francês, e "Vertigem Americana" de Bernard-Henri Lévy.
Publicada por nuno à(s) 10:10 da tarde 0 comentários
Keep Walking I

Publicada por Marta à(s) 2:12 da tarde 0 comentários
26/09/2007
Contributos da sociedade civil
Assistimos actualmente à criação de vários movimentos cívicos . Começou com o bem sucedido Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC) que resulta da candidatura de Manuel Alegre às eleições presidencias de 2005 e onde obteve uns expressivos 20% de votos. Paralelamente , surge também um movimento, com menor notoriedade, designado de Movimento Liberal Social ( MLS) cujo posicionamento é uma alternativa à dicotómica divisão esquerda/direita e que se assume como "Mais liberdade, menos Estado". Por último e mais recentemente, surgiu o Movimento Mérito e Sociedade, fundado por Eduardo Correia, cujo missão, é tornar a sociedade portuguesa mais eficiente e inovadora, e que em minha opinião tem um programa que se traduz num enorme vazio de ideias. De todos estes movimentos, criados em oposição e à margem dos partidos, confesso que apenas um me parece merecedor de uma mais cuidada atenção- trata-se do MLS. Porquê? Porque a sua base ideológica assenta na soberania do indivíduo sobre si mesmo, "... o direito inalienável a viver a sua vida e a procurar a sua felicidade da forma que entender" , combinando esta vertente com o apoio a uma economia em que o Estado desempenha essencialmente um papel de regulador, e de facto mais reduzido, "...mas que assegure de uma forma sustentável e segundo o princípio da subsidiariedade, a defesa do indivíduo e da sociedade, a propriedade privada, a Justiça, a existência de serviços básicos de saúde e segurança social, uma educação de qualidade... " São de facto os únicos representantes do Liberalismo em Portugal, um feliz contributo para a nossa democracia.
Publicada por Marta à(s) 9:09 da tarde 3 comentários
Police no Jamor
Há muito tempo que tinha desistido dos concertos de Estádio! Tinha decidido que já tinha visto todos os grupos que valiam a pena e que já não tinha “pachorra” para confusões, para ouvir som aos berros e só conseguir ver as “estrelas”, nos ecrans. Ontem, subitamente e sem estar à espera, desafiaram-me para ir ver os Police ao Estádio do Jamor! Não sei o que me levou a dizer logo que sim. Só sei que depois de uma odisseia para conseguir lá chegar, e de quase nos termos perdido nos canaviais do Jamor, de nos arriscarmos a ficar à porta sem bilhete porque os telemóveis não funcionavam, e do vento e frio de rachar, valeu mesmo muito a pena ter lá estado. Porque me fizeram voltar um bocadinho aos meus anos 80; Porque o som esteve mesmo muito bom; Porque embora estivesse num lugar de onde os podia ver muito bem, não consegui desviar a atenção de toda a aparelhagem audiovisual que constituía o Palco – LINDO!!! Para mim, certamente o mais bonito que vi até hoje; Porque me estavam definitivamente a fazer falta no curriculum; Obrigada Nuno C.C., por te teres lembrado de mim!
Publicada por Teresa à(s) 6:49 da tarde 0 comentários
Vêr para Crêr
Acreditem que vale a pena espreitar AQUI!
Publicada por Teresa à(s) 6:06 da tarde 0 comentários
23/09/2007
Será que a vida também?
Li numa entrevista a Lars Saabye Christensen, escritor norueguês autor de "Meio Irmão", o seguinte: " A literatura nórdica é feita de um ritmo próprio, de paisagens brancas, de alguma melancolia, e de muito, muito silêncio. A felicidade é um aborrecimento! A alegria só por si não é interessante, não tem conflitos. E a literatura faz-se de confiltos.", sublinhado meu.
Publicada por Marta à(s) 8:44 da tarde 0 comentários




