30/09/2007

Excesso de optimismo?

Tinha esperança que este Verão suave que tivemos, se arrastasse por mais tempo. Mas o Outono não esteve com meias medidas. Chegou e afirmou-se!

29/09/2007

Hoje, em Portugal, há espaço para um partido liberal.

Porque com Menezes, o PSD não vai lá.

27/09/2007

Joga bonito.

A opinião sobre futebol só se compreende assim, doente, vinda das entranhas. Com a devida vénia ao meu querido amigo "o 7 maldito".

O homem tem razão. Pela primeira vez.

http://www.youtube.com/watch?v=MpB1Ydko4NU

Leituras.

A seguir ao "Foi assim" de Zita Seabra, foi a vez de "Tony Blair, l'iconoclaste, un modèle à suivre" de Jean-Marc Four, jornalista francês. Num livro equilibrado, Four passa em revista os três mandatos de Blair de um ponto de vista francês e conclui: "Et Tony Blair ne se résume pas davantage. Là aussi, que retenir? L'anglican ou le catholique? L´homme de droit ou l´homme de gauche? Le premier ministre britannique le plus jeune de l'Histoire ou le dirigeant usé de sa fin de règne? Le joueur de guitare électrique ou le père de famille? Le leader charismatique ou le grand manipulateur de l'information? Le «caniche» de George Bush ou le francophone francophile? L'européen de coeur ou l'américan de choix? L´homme sincère ou le démagogue machiavélien? L'ignare en politique internationale des années 90 ou le féru de guerre et de diplomatie des années 2000? Tony Blair est tout cela en même temps. Sa complexité fait sa richesse." Excusado será dizer que o aprecio muito. Agora, estou sensivelmente a meio das "Memórias de Raymond Aron" e seguem-se a biografia de Sarkozy - "Un pouvoir nommé désir" - de Catherine Nay, "L'aube le soir ou la nuit" de Yasmina Reza, que viveu por dentro a última campanha do actual presidente francês, e "Vertigem Americana" de Bernard-Henri Lévy.

Keep Walking I

Não deixem de visitar a exposição de Rosa Carvalho que está na Galeria Presença (Rua de Santo Amaro à Estrela nº47) até dia 27 de Outubro. Não deixem de ir, vejam só estas imagens ou vejam AQUI.

26/09/2007

Contributos da sociedade civil

Assistimos actualmente à criação de vários movimentos cívicos . Começou com o bem sucedido Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC) que resulta da candidatura de Manuel Alegre às eleições presidencias de 2005 e onde obteve uns expressivos 20% de votos. Paralelamente , surge também um movimento, com menor notoriedade, designado de Movimento Liberal Social ( MLS) cujo posicionamento é uma alternativa à dicotómica divisão esquerda/direita e que se assume como "Mais liberdade, menos Estado". Por último e mais recentemente, surgiu o Movimento Mérito e Sociedade, fundado por Eduardo Correia, cujo missão, é tornar a sociedade portuguesa mais eficiente e inovadora, e que em minha opinião tem um programa que se traduz num enorme vazio de ideias. De todos estes movimentos, criados em oposição e à margem dos partidos, confesso que apenas um me parece merecedor de uma mais cuidada atenção- trata-se do MLS. Porquê? Porque a sua base ideológica assenta na soberania do indivíduo sobre si mesmo, "... o direito inalienável a viver a sua vida e a procurar a sua felicidade da forma que entender" , combinando esta vertente com o apoio a uma economia em que o Estado desempenha essencialmente um papel de regulador, e de facto mais reduzido, "...mas que assegure de uma forma sustentável e segundo o princípio da subsidiariedade, a defesa do indivíduo e da sociedade, a propriedade privada, a Justiça, a existência de serviços básicos de saúde e segurança social, uma educação de qualidade... " São de facto os únicos representantes do Liberalismo em Portugal, um feliz contributo para a nossa democracia.

Police no Jamor

Há muito tempo que tinha desistido dos concertos de Estádio! Tinha decidido que já tinha visto todos os grupos que valiam a pena e que já não tinha “pachorra” para confusões, para ouvir som aos berros e só conseguir ver as “estrelas”, nos ecrans. Ontem, subitamente e sem estar à espera, desafiaram-me para ir ver os Police ao Estádio do Jamor! Não sei o que me levou a dizer logo que sim. Só sei que depois de uma odisseia para conseguir lá chegar, e de quase nos termos perdido nos canaviais do Jamor, de nos arriscarmos a ficar à porta sem bilhete porque os telemóveis não funcionavam, e do vento e frio de rachar, valeu mesmo muito a pena ter lá estado. Porque me fizeram voltar um bocadinho aos meus anos 80; Porque o som esteve mesmo muito bom; Porque embora estivesse num lugar de onde os podia ver muito bem, não consegui desviar a atenção de toda a aparelhagem audiovisual que constituía o Palco – LINDO!!! Para mim, certamente o mais bonito que vi até hoje; Porque me estavam definitivamente a fazer falta no curriculum; Obrigada Nuno C.C., por te teres lembrado de mim!

Vêr para Crêr

Acreditem que vale a pena espreitar AQUI!

23/09/2007

Será que a vida também?

Li numa entrevista a Lars Saabye Christensen, escritor norueguês autor de "Meio Irmão", o seguinte: " A literatura nórdica é feita de um ritmo próprio, de paisagens brancas, de alguma melancolia, e de muito, muito silêncio. A felicidade é um aborrecimento! A alegria só por si não é interessante, não tem conflitos. E a literatura faz-se de confiltos.", sublinhado meu.

20/09/2007

Foi assim.

Acabei agora mesmo de ler o livro de Zita Seabra. Deixo-vos com as suas últimas frases: "Quando se sai de um partido comunista, como foi o meu caso, muitos consideram que os ideais pelos quais lutaram estavam certos e são ideais que trazem como um bem precioso ao abandonar o Partido, deixando a quem lá ficou a herança má, a que envergonha. Nada melhor quando se sai de um partido comunista, por dissidência ou desistência, do que encontrar a coerência do bem da mensagem, deixando o resto - o estalinismo, as vítimas, a URSS, o Gulag, as eleições fantoches - à direcção do PCP, ao Dr. Álvaro Cunhal. Levei algum tempo a perceber que essa é uma atitude de desonestidade intelectual que nos afasta da verdade. E só a verdade nos libertará. Que ninguém diga que ignorava: os comunistas portugueses sempre souberam de tudo. Nunca o PCP disse uma palavra sobre as vítimas do comunismo, como se não existissem. O pior, porém, é dizermos a nós próprios, em nome da superioridade moral dos comunistas, que não queremos saber. Mas não me julgue, porque não tem autoridade moral ou ética para o fazer, aquele que não lutou pela liberdade em Portugal quando não a tínhamos, e que passou pela sua geração sem a ver. Comigo, foi assim."

13/09/2007

Uma Questão de orgulho!

Para quem ainda não viu, fica aqui a dica: Não percam o nosso Dudi, numa entrevista, na Sic Noticias, a falar – e muito bem – sobre o mercado actual da arquitectura no nosso pais. O programa tem-se vindo a repetir diversas vezes ao longo da semana. Eu vi-o no Fragmentos, e como colaboradora próxima, confesso que senti a minha pontinha de orgulho!

07/09/2007

50 anos de Arte Portuguesa na Gulbenkian

Felizmente, fui ontem ver a exposição dos 50 anos de Arte Portuguesa. Quase todos com quem falei disseram-me que era fraca e pouco representativa, o que fez com que eu fosse quase que por obrigação (como poderia eu deixar passar uma retrospectiva com este nome?) e com um nível de expectativa muito baixo. Assim e apesar de tudo isto, durante a hora e meia que deambulei pela exposição senti-me feliz. Feliz por ter tido oportunidade de conhecer o Pedro Gomes, que nos seus quadros "Sem título- Série Habitar,1996" desenha com rabiscos repetidos de esferográfica, magníficas paisagens urbanas. Porque fiquei com vontade de conhecer melhor Álvaro Lapa e João Hogan. E, finalmente, porque pude VER Os Cegos de Madrid (1957) de Júlio Pomar.

04/09/2007

“UMA QUESTÃO DE ATITUDE

O blog pode ser um espelho ou uma janela. Cabe a cada um decidir o que fazer com o seu.” O título e a frase não são meus. Fiz copy /paste de outro blog que encontrei nas minhas incursões cibernéticas. Mas concordo, embora admita que tenho andado a usar este nosso espaço de ambas as formas.

Foi há 8 anos

Hoje, não quis olhar mais uma vez para as fotografias e para o vídeo. Prefiro alimentar a recordação deste dia com os meus registos internos - que no fundo são a memória e o coração - e que o passar do tempo podendo transformar, não poderá nunca apagar. Hoje, senti necessidade e os “purgar” de alguma forma, e por isso aqui estou. Estava tanto calor! Saio do carro, desemaranho o véu que voa com uma rabanada de vento e dou o braço ao meu pai que está com uma expressão radiante, de orgulho, como nunca lhe tinha visto antes. Sinto de repente um descontrole emocional que se traduz em soluços secos, enquanto avanço em passos firmes até ao Altar. Não vejo as caras que com certeza sorridentes me fitam, mas sinto uma vaidade incrível! O Ricardo está estático a olhar para mim, à minha espera. Contem uma emoção que só mais tarde vai deixar libertar. Chego ao pé dele e por fim, dou-lhe literalmente a minha mão. Ali prometemos perante Deus, a família e os nossos amigos, aquilo que entre nós já não era preciso. Acreditávamos que ficaríamos juntos ”até que a morte nos separe”. - Tu, com o cabelo todo branco, cheio de charme. Eu, uma velhota gira, magrinha e um bocadinho taralhôca… Lembro-me, entre muitas outras coisas, de chegar ao fim do dia com os músculos da cara a doer, de tanto rir. Exausta, de tanta alegria e energia transbordada. Feliz, pelo presente e ainda mais pelo futuro. E acreditem que até hoje, não tenho dúvidas que foi há 8 anos, o dia mais feliz da minha vida!

27/08/2007

Rastreio Pré Natal Bioquímico

Já quase todos nós sabemos o que é e para que serve, mas acontecimentos recentes fizeram-me ter vontade de publicar este Post. Para quem passou um pouco mais ao lado por esta experiência, deixo-vos esta informação: O RASTREIO BIOQUÍMICO baseia-se no doseamento no sangue materno de substâncias produzidas pelo feto ou pela placenta permitindo assim ter uma noção concreta da sua produção durante essa gestação. Este doseamento permite corrigir o risco de uma mulher grávida com uma determinada idade poder ter um bebé com anomalias cromossómicas. Quando realizado no primeiro trimestre da gravidez e associado ao valor da translucência da nuca fetal que é determinado na ecografia realizada entre as 11 e as 14 semanas de gestação, este rastreio permite uma taxa de detecção de anomalias cromossómicas de cerca de 90%. No entanto, deve salientar-se que este é apenas de um método de rastreio que poderá indicar, em caso de risco elevado, a realização de uma amniocentese para se realizar o diagnóstico definitivo da anomalia. Quando fiquei grávida pela 1ª vez, a minha médica obstetra indicou-me, no meio do habitual rol infindável de análises, o rastreio pré-natal. Na ignorância, fiz o teste e não pensei mais no assunto. Com a minha idade (31 anos na altura) não tinha indicação para realizar a amniocentese. Quando me deu a noticia de que o rastreio tinha dado positivo, com risco acrescido para síndrome de Down, aconselhou-me então a fazer rapidamente a amniocentese, informando-me, só nesta altura, que este rastreio era meramente indicativo de uma probabilidade e que 5% dos resultados positivos vinham a revelar-se falsos positivos. Fiquei em pânico, cheia de ansiedade causada pela dúvida sobre o que fazer. A amniocentese, como técnica invasiva que é, representa um risco de 1% de aborto, mas a ansiedade de viver mais 5/6 meses uma gravidez, a pensar que o nosso bébé teria grandes hipoteses de nascer com uma má-formação grave (ou não...) seria demasiado violento. Isto para não falar dos efeitos nefastos que uma gravidez demasiado ansiosa pode provocar na mãe e no seu bebé. Sem grandes opções decidimo-nos pela amniocentese que felizmente correu bem e esperei ansiosa apenas até ao dia em que recebi o tão esperado telefonema a dar-me desta vez a feliz noticia de que esperava um rapaz saudável. Eu não tenho nada contra exames, análises, o que for necessário para ajudar a diagnosticar uma patologia e/ou estudar a sua cura. Do mesmo modo não condeno os pais que conscientes do risco, optam por fazer uma amniocentese no inicio da gravidez. Relativamente a este tipo de rastreios, que ainda dão tantos falsos positivos, ainda por cima para uma percentagem reduzida de má-formações, que não permitem que nenhum tipo de intervenção precoce as cure, acho que os pais têm o direito de ser informados da natureza dos exames a que se sujeitam e possiveis implicações (neste caso para obter a sua confirmação, o recurso a um método com risco de morte fetal), para que em consciência e dentro das suas convicções, possam fazer a sua opção. Na 2ª gravidez, e já devidamente esclarecida, fui eu que disse que não queria fazer o rastreio pré-natal embora não tenha prescindido de nenhuma consulta de rotina, exames e análises reveladores do meu estado de saúde e do do meu bebé. Não vi ansiedades nem dúvidas, não passei por momentos de remorsos, e tive felizmente mais um filho saudável.

23/08/2007

??

Há duas coisas que me têm estado a intrigar neste meses de verão. A primeira é que apesar de estarmos quase a chegar ao fim do mês de Agosto, tirando 2 ou três dias e outras tantas noites mais quentes, o Verão e o tão falado Aquecimento Global parecem ter resolvido virar as costas ao nosso país. A segunda é que apesar da cidade já estar cheia de gente, carros, transito, barulhos, confusão nos estacionamentos, filas no supermercado, o metro cheio, etc. quase todos os meus amigos e família ainda estão fora de Lisboa, e quase todas as pessoas que por uma qualquer razão eu preciso comunicar (médicos por ex.) e ou estabelecimentos que normalmente frequento (pastelarias, restaurantes, a minha mercearia) estão fechados para férias! Enquanto EU estive de férias, e vim um ou dois dias de passagem a Lisboa, a cidade estava um sossego… Acho que para o ano vou inverter a temporada!

19/08/2007

Best Off

O das minhas férias foi o episódio que vos vou tentar descrever: Céu de Agosto, estrelado. O pátio da casa dos meus pais em Azeitão. Uma tentativa sem sucesso de observar o espaço com o telescópio do Imaginário. De repente um ponto branco e brilhante no céu, desloca-se a uma velocidade tal, que duvido de um avião e prefiro acreditar numa estrela cadente. No meio do meu entusiasmo peço sofregamente um desejo – “O que é um desejo, mãe? Também posso pedir? Qual foi o teu desejo? – confessamo-nos. Quase choramos, e logo a seguir os três demos as mãos, cantámos, rimos e saltá-mos. Andámos às voltas, abraçámo-nos e rimos, rimos muito, até ir para a cama e sonhar.

10/08/2007

Até Setembro!

Dias Santos na Loja até Setembro, boas férias !

07/08/2007

Apenas uma pergunta.

Na sua "Causa Nossa", Vital Moreira escreve duas entradas que passo a transcrever: "Distinção Há quem insista em confundir os cargos públicos de livre nomeação (e livremente exoneráveis), que sempre implicam uma relação de confiança política e uma margem de discricionariedade política no exercício de funções, e a função pública propriamente dita, constituída por funcionários de carreira, que não são livremente seleccionados nem são livremente exoneráveis e cujas funções decorrem da lei. No dia em que os ministros pudessem demitir os segundos por razões políticas, deixaria de haver Estado de direito e função pública independente. No dia em que os ministros não pudessem demitir livremente os primeiros por razões políticas, deixaria de haver governos capazes de levar a cabo as suas políticas. Será tão difícil compreender esta distinção elementar? Que a directora de um museu não o entenda, é mau; que analistas e comentadores o ignorem, é pior. Coerência e bom-senso Os que defendem que um director de um museu do Estado tem direito de criticar a política de museus do Ministério da tutela sem se demitir (como se fosse possível executar lealmente uma política de que se discorda...) ainda hão-de defender que um chefe de esquadra pode criticar a política de segurança ou que o chefe de uma unidade militar pode criticar a política de defesa. Haja coerência, senhores! E já agora, bom senso... " Não ouvi uma única voz que conteste a legalidade do acto da Ministra: não é o que está em causa, poder demitir, ela pode. E a comparação com o chefe de uma unidade militar é infantil ou absurda e, em qualquer caso, pura retórica. Faço apenas uma pergunta: em que medida as críticas (suaves) à política do Ministério da Cultura impediram Dalila Rodrigues de desempenhar - e reconhecidamente bem - as suas funções? Ou, não deveria o mérito sobrepor-se à confiança política? A lealdade mostra-se com resultados.